Terça-feira, Março 29, 2011

Capítulo 124

Alguns capítulos atrás eu comentei com vocês que costumo andar com um canivete na bolsa. E não, isso não é coisa de psicopata. É coisa de engenheiro. Incontáveis foram as vezes que alguém precisou de uma tesoura, uma faca e uma chave de fenda e lá estava meu canivete à mão!  

Pois bem, por ter esse hábito, muitas vezes me pego numa saia justa com os detectores de metal (vocês já sabem o que aconteceu com meu leatherman vermelho no aeroporto - snif!). Mas isso é passado e eu já superei (com a ajuda do meu novo Leatherman prata!). Porém, duas vezes já me ocorreu de ter que ir inesperadamente ao banco pra resolver alguma pendência. E agora? Como entrar no banco com um canivete na bolsa sem me passar por marginal?

A primeira vez eu fui ajudada pelo tempo. A porta parou e na hora eu me lembrei: "Poutz! O canivete!". O segurança olhou pra mim, eu forjei o sorriso mais vendedora do Shop Time que minhas habilidades cênicas me permitiram, abanei a sombrinha e entrei sem problemas.

A segunda vez o canivete estava em um daqueles compartimentos secretos na bolsa, escondidos por uns três zíperes  (ônibuses, lápises, zíperes!) que só as mulheres sabem que existem. A porta travou. O segurança olhou, eu forjei o tal sorriso, ele me mandou voltar. Tirei as chaves. Péé! Fui parada.  Olhei fingindo não entender, mas ele estava irredutível. Tirei o porta moedas. Péé! Puta que o pariu. Voltei, tirei o estojo, a carteira e o celular. Péé! Mostrei pra ele que a bolsa estava supostamente vazia, já com o olhar tendendo à raiva. Foi aí que ele... abriu um sorriso! e falou: "Ah, deve ser o metal da bolsa, moça, pode entrar!".

Da próxima vez eu vou tentar entrar com uma pistola automática. Aliás, fiquei imaginando a cena mais hilária, psicopata e doentia do mundo, bem ao estilo Coringa do Batman onde alguém tenta entrar com uma arma no banco, a porta trava, a pessoa calmamente deposita a arma no compartimento, atravessa a porta e pega ela de volta de dentro do banco. Hahahahaha!

11 comentários:

Alcysio Canette Neto disse...

foi numa dessas que eu quase apanhei do pm que fica no BB. ele não pode te fazer passar pela portinha de metal isso e cosntrangimento ilegal.

mas claro,uma pistola parece ótimo.

Michele P. disse...

Eita mundão! rsrs

Estava com saudade dos seus textos hilários!

Diogo Fujimoto disse...

hahahah eu naum gosto de ficar indo e voltando, coloco tudo naquela caixinha, celular, chave, carteira, guarda-chuva, vou empaçocando tudo, atrasando todo mundo, msm se apitar o cara nem me mandar voltar rs

Cler disse...

Cara... Uma vez o carinha deixou eu passar de mochila! Quando eu saí da porta detectora de metais (le-se botão de controle apertado pelo segurança) falei assim pr guardinha:

- Então quer dizer que se eu tivesse com uma arma na mochila, vc já teria se tornado um refém?

- E vc, está com uma arma?

- Sim.

- Oo

- ¬¬

Guardinhas acreditam em tudo...

Marcelo Arêas disse...

Caraca, eu tenho a mesma mania de sempre estar com meu canivete tbm!
O meu é um canivete suíço original vermelho que meu pai ganhou de um cliente, aí me deu. Acho que já devo tê-lo por uns 8 anos e ele continua mega-afiadíssimo!!! Adoro ele!
Uma vez (em 2008) eu estava voltando de Florianópolis e esqueci de colocá-lo na bagagem que iria ser despachada. E óbvio que o detector de metais acusou ele ali. Para não deixar ele pra trás eu tive que sair dali, voltar lá pro balcão do check-in e despacha-lo separadamente.
Depois chegando no Rio eu ainda tive que ficar mais meia-hora esperando as "bagagens especiais", que são aquelas despachadas separadamente depois... mas valeu a pena, pq lá estava ele, meu querido canivete, me esperando!

Felipe disse...

Olha, eu sempre deixo o canivete na mochila, já é parte de algu que já é parte de mim. Quando vou ao banco, deixo chaves e celular, e a porra apita. Volto e boto a minha calculadora no compartimento, monstrando pro sujeito a infinidade de outras coisas que tem lá dentro (provavelmente transbordariam do compartimento se tivesse que colocar tudo lá) - o cara dá um sorriso pra mim e diz "Pode passar, é só coisa de estudante!".
Nessas horas eu imagino algo parecido: entrar vestido de irmãos metralha, com a bolsa cheia de armas, facas, machados, granadas, e argumentar que é muita coisa pra botar na caixinha... "Pode passar, é só coisa de assaltante!"

Bia disse...

eu sempre entro na maior cara de pau do mundo e qd apita eu mostro a bolsa pq ficar tirando tudo é um saquinho!!!
O sorriso torto costuma funcionar rsrsrsrsrs

Andréa disse...

Isso me lembra que EU sempre apito na porta do Itaú aqui de Botafogo, mesmo indo com o cartão de crédito no bolso e mais nada além dele. Por isso o "EU apito", pq ou sou eu ou é o botão da calça jeans... ¬¬

Daniel disse...

Recomendação:
http://www.amazon.com/Victorinox-Swiss-Army-Card/dp/B001GUOXN8

Cabe igual cartão de crédito na carteira.... dá pra vc colocar a carteira na caixinha, pegar do outro lado e
1) fazer a unha do guarda
2) palitar o dente dele
3) espetá-lo com uma agulha
4) dar seu autógrafo
5) outros!

só fica devendo o abridor de garrafa de vinho, de cerveja tem outros métodos alternativos bem interessantes.....

Fellipe disse...

Que pena que meu singelo comentário não terá mais graça para sua pessoa... Então não o farei uma vez que a piadinha foi mandada via msn mesmo... rs

Mas mto legal saber que minha irmã caçula anda armada por aí via blog...

Bo... eu tb já fui parado na porta... que eu lembre uma única vez... kkkkk... estava eu ano passado juntando moedas né... fim do ano vou eu trocar... 450 reais em moedas de 1 real e 50 centavos... vou eu pro banco... um trabalho do K... pra separar td direitinho... contar... passar durex... botar no saquinho... é claro que qdo chegasse na porta não ia passar... kkkk... coloquei os "saquinhos" no compartimento... blz passei pela porta... a merda dos sacos não rasgaram na M do compartimento? Pqp... uns 4 ou 5 min a porta travada pq tinha uma besta recolhendo moedas e mais moedas na parada... kkkkkk

Michele P. disse...

Raquel

Bloqueei meu blog temporariamente, por motivos pessoais. Mas continuarei a visitar os amigos e assim que me sinta melhor, volto a escrever.

Um abraço!