Capítulo 136 - Tio da Sukita
Data: 04 de janeiro de 2011, quarta-feira.
Horário: Por volta de 14h15.
Local: Ponto de ônibus da Unicamp.
Situação: Esperando o ônibus de volta pra casa depois de bater com a cara na porta trancada do laboratório. Chega um tiozão de óculos "piloto de avião" da RayBan.
- Você já viu a Unicamp tão às moscas assim? (com um sorriso exageradamente largo no rosto).
Eu, que gosto de ser antipática com pessoas aleatórias na rua, também com meus óculos escuros, olho pro lado contrário ao que ele se encontra e respondo:
- Não. Sou nova aqui.
- Ah é? Você está fazendo o que?
- Mestrado.
- Em Educação? (estávamos no ponto de ônibus em frente à Escola de Educação. Mas apenas porque não existe um ponto de ônibus em frente a Faculdade de Engenharia Civil).
- Não. Em engenharia civil.
- Ah, sim. Eu vou processar a Unicamp por me negar o direito à livre expressão!!! (Oi?) Terminei meu doutorado em Educação no meio do ano passado e até agora eles não publicaram minha tese no site por causa da greve. Depois que eu sai no jornal da Unicamp por causa da minha tese, a BandNews, a Globonews e mais um monte de gente que descobriu meu e-mail sei lá como quer baixar a minha tese e eu não tenho como passar. (Jornal da Unicamp -> GloboNews, link direto).
- Põe num site desses de upload: 4shared, megaupload.
- É que no site da Unicamp tem um contador de downloads e eu quero controlar quantas pessoas já leram meu trabalho. (egocentrismo pouco é bobagem). Aí eles falam que tem um monte de tese antes da minha e que a minha está na fila. Passa a minha na frente, oras! (super justo, aliás)
Sorriso amarelo.
- Você não é daqui, né? Percebi o seu sotaque.
- Sou do RJ.
- Sou do RJ.
- Minha filha está morando lá. Passou num concurso.
- Ah, legal.
Neste momento comecei a divagar sobre o que faria pra jantar naquele dia, o que precisava comprar no supermercado, na pilha de roupa que tinha pra passar e sobre o que, afinal, eu ia escrever no meu blog e, quando dei por mim, ele perguntou.
- Você conhece o Campchopp?
- Oi?
- O Campchopp, você conhece?
- Não.
- É um barzinho muito legal que tem ali atrás do Jockey club. Está sempre cheio.
- Não conheço não. Qualquer dia eu passo lá pra ver como é.
- (Sorriso mega empolgado) Porque a gente não faz assim? Me dá o seu telefone (já tirando um bloquinho e uma caneta do bolso) e a gente combina (Oi? 2).
- Não acho uma boa ideia.
- Mas por que? (Ainda com o sorriso mega empolgado no rosto)
- Porque eu nem te conheço, pô! Nem sei seu nome nem nada assim.
- É Carlos! (persistindo no sorriso mega empolgado)
- Não faz diferença.
- Então a gente faz assim. Eu te dou o meu número!
- Não.
- .... Então minha tese de doutorado.. (chega logo ônibus, chega logo!!!)
Depois Ronaldo não entende porque eu sou antipática com pessoas avulsas.
Comentários
Na boa... já tentou macumba pra ver se some essa zica? rs
Parabéeeens, você acabou de ganhar um comentário de presente! Sinta-se honrada, porque o meu boltim vai atrasar 5 minutos por você! ;) hahahah
Mais tarde eu te ligo!
bjo!
Mas pensa, pelo menos vc tá com tudo. além de ter um namorado, o cara que mais se acha, achou vc boa pra ele!
se fosse vc comemorava baixando a tese dele rs
Se fosse eu, já estaria vendo a boca mexer na segunda frase... Aff!
hahaha