Capítulo 64 - O chato chato
Quando você acha que já viu de tudo e que as pessoas já atingiram o auge da falta de noção, surge alguém pra te lembrar que barreiras sempre podem ser rompidas.
Todo curso na faculdade tem aquela figura imbecil. E, não, não estou me referindo ao menino palhaço que de vez em quando faz umas piadinhas que todo mundo ri. Estou falando daquela pessoa que vai sempre contra o consenso geral só de sacanagem. Aquela que, quando todo mundo está dando até a última gota de suor pra convencer o professor a passar um trabalho pra aumentar a nota, ela fala que fazer só a prova é muito mais fácil e que se o professor passar o trabalho as pessoas não vão aprender a matéria como se deve.
Agora imaginem a seguinte situação que me ocorreu hoje: Estávamos sentados um do lado do outro eu e meu amigo F. de L. M., e uma cadeira estava vazia à minha direita esperando a chegada de F. da S. O.. Eu estava lá na minha, lendo a minha Superinteressante desse mês, esperando o professor chegar para repetir coisas óbvias sobre a matéria 30 vezes, quando um colega mais chegado repara na minha revista.
- Ei, Raquel, que revista legal? Tá lendo sobre o que?
- Aaah, a crise dos 30 anos.
F. de L. M. também se interessa e começa a espiar os infográficos. De repente eu percebo uma terceira pessoa olhando a revista por cima do meu ombro. Olho pra trás. Era aquele cara. Ele mesmo, o imbecil.
"Peraí, eu não sei nem o seu nome e você tá lendo a minha revista por cima do meu ombro?"
Eu, me sentindo extremamente incomodada com a situação, começo uma tentativa frustrada de esconder a revista com o corpo enquanto ele, já treinado na arte de ler por cima de ombros, consegue sempre um espacinho pra continuar a leitura. Nessa hora, eu já estava puta e parei de prestar atenção e comecei só a sacanear o cara, virando páginas em espaços curtos de tempo, voltando pra fingir ler os gráficos e tudo o mais. Foi aí que ocorreu o auge, o pico, o cume, e outros sinônimos que rendem risadinhas aos mais maliciosos: ELE VEIO SENTAR DO MEU LADO!
Sim, você leu certo, ele veio sentar do meu lado. Obviamente eu tive que soltar um comentário irônico e totalmente direcionado: "Vou começar a cobrar pela revista.", que foi retrucado: "Eu pago dois reais pra você me deixar ler.".
Aí eu percebi que o caso era crítico e desisti. Fechei a revista e entreguei pro cara, que até agora eu não sei o nome, e falei: "Toma." querendo dizer "Some!". Ele pegou a revista e continuou a ler.. do meu lado! Sim, aquele espaço vazio que tinha do meu lado direito, esperando pra ser preenchido pelo meu amigo cujo nome eu sei.
Eis que 35 imensos minutos depois de aula, já fatigada de ouvir comentários jogados ao ar pela pessoa cujo nome eu não sei esperando uma resposta (que pra mim foram interpretados como pensamentos em voz alta), meu amigo chega e senta-se na fileira de trás. Desculpa perfeita pra me livrar daquele cara. Pedi licença, me levantei e fui pra fileira de trás.
Aliás, a tal revista tinha um quiz que eu só fui me dar conta depois do ocorrido, mas um quiz extremamente pertinente. "Que tipo de chato você é?". Segue abaixo a foto pra vocês poderem se identificar.

Só por curiosidade, eu sou a chata oportunista.
Todo curso na faculdade tem aquela figura imbecil. E, não, não estou me referindo ao menino palhaço que de vez em quando faz umas piadinhas que todo mundo ri. Estou falando daquela pessoa que vai sempre contra o consenso geral só de sacanagem. Aquela que, quando todo mundo está dando até a última gota de suor pra convencer o professor a passar um trabalho pra aumentar a nota, ela fala que fazer só a prova é muito mais fácil e que se o professor passar o trabalho as pessoas não vão aprender a matéria como se deve.
Agora imaginem a seguinte situação que me ocorreu hoje: Estávamos sentados um do lado do outro eu e meu amigo F. de L. M., e uma cadeira estava vazia à minha direita esperando a chegada de F. da S. O.. Eu estava lá na minha, lendo a minha Superinteressante desse mês, esperando o professor chegar para repetir coisas óbvias sobre a matéria 30 vezes, quando um colega mais chegado repara na minha revista.
- Ei, Raquel, que revista legal? Tá lendo sobre o que?
- Aaah, a crise dos 30 anos.
F. de L. M. também se interessa e começa a espiar os infográficos. De repente eu percebo uma terceira pessoa olhando a revista por cima do meu ombro. Olho pra trás. Era aquele cara. Ele mesmo, o imbecil.
"Peraí, eu não sei nem o seu nome e você tá lendo a minha revista por cima do meu ombro?"
Eu, me sentindo extremamente incomodada com a situação, começo uma tentativa frustrada de esconder a revista com o corpo enquanto ele, já treinado na arte de ler por cima de ombros, consegue sempre um espacinho pra continuar a leitura. Nessa hora, eu já estava puta e parei de prestar atenção e comecei só a sacanear o cara, virando páginas em espaços curtos de tempo, voltando pra fingir ler os gráficos e tudo o mais. Foi aí que ocorreu o auge, o pico, o cume, e outros sinônimos que rendem risadinhas aos mais maliciosos: ELE VEIO SENTAR DO MEU LADO!
Sim, você leu certo, ele veio sentar do meu lado. Obviamente eu tive que soltar um comentário irônico e totalmente direcionado: "Vou começar a cobrar pela revista.", que foi retrucado: "Eu pago dois reais pra você me deixar ler.".
Aí eu percebi que o caso era crítico e desisti. Fechei a revista e entreguei pro cara, que até agora eu não sei o nome, e falei: "Toma." querendo dizer "Some!". Ele pegou a revista e continuou a ler.. do meu lado! Sim, aquele espaço vazio que tinha do meu lado direito, esperando pra ser preenchido pelo meu amigo cujo nome eu sei.
Eis que 35 imensos minutos depois de aula, já fatigada de ouvir comentários jogados ao ar pela pessoa cujo nome eu não sei esperando uma resposta (que pra mim foram interpretados como pensamentos em voz alta), meu amigo chega e senta-se na fileira de trás. Desculpa perfeita pra me livrar daquele cara. Pedi licença, me levantei e fui pra fileira de trás.
Aliás, a tal revista tinha um quiz que eu só fui me dar conta depois do ocorrido, mas um quiz extremamente pertinente. "Que tipo de chato você é?". Segue abaixo a foto pra vocês poderem se identificar.

Só por curiosidade, eu sou a chata oportunista.
Comentários
Será que tem gente que não percebe que as coisas tem limites???
Não percebem que nem tudo mundo é muito receptivo! hehehe
Mas, esse seu colega (rsss) se superou, einh! PQP!
E, só pra deixar claro: eu sou chata arrogante!! O que eu posso fazer se eu não gosto de trabalhos em grupo?? Aliás, nós fizemos o mesmo caminho, mas você gosta de trabalhos em grupo! hahahaha
Mentira...nós não somos chatas, só diferentes !huauhahuauha
E perae, o único jeito de não ser chato é ter muitos amigos e ir para festas o tempo todo? Primeiro que so em dizer "eu tenho muitos amigos" e nao "eu tenho amigos suficientes" eu já consideraria arrogante.
E o Marcelo mentiu no teste, não vale! =B
Fui pego na questão da religião ;)
Aliás, outro dia me peguei defendendo os gays em uma discussão, só pq isso era contra os evangélicos. Acho que defenderia até futebol nesse caso.
c'est la vie! =)
Aquele desenho do oportunista parece que i kra tá tramando algo maléfico para fazer... rs
Mas vou te dizer q o mlk em questão deste post nem precisava fazer o teste ia dar chato p/ kct (por respeito aos demais leitores não poder usar outra palavra) rs!
Mas uma perg q ficou na minha mente... c pelo menos faturou os 2 reais? :P
Bjoks
e
YESSSS nos somos limpinhos!! uahuaha