Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Falando sério...ou não!

Capítulo 206 - 15 Coisas que Aprendi em 2015

Já é dia 6 de dezembro e, não sei vocês, mas eu já declarei o ano findo. Muita coisa mudou na minha vida de 2014 para 2015 e, como mudanças vêm sempre acompanhadas de aprendizado, divido com vocês a minha lista: 15 coisas que aprendi em 2015 1 - Dá muito trabalho e é emocional e fisicamente exaustivo escrever um livro. Isso porque eu só cheguei na metade. Meta para 2016: terminá-lo. 2 - O Rio de Janeiro é atolado de opções de turismo gratuito. Aprendi também que eu gosto de fazer trilhas (Me convidem! Me convidem! Me convidem!) 3 - Depressão é uma parada que vem do nada e te acerta como se fosse um trem bala. Mas dá pra sair dela, sim, só que é muito mais fácil quando você tem do seu lado pessoas bacanas :) (e acompanhamento psicológico) 4 - É sempre bom ter pelo menos um terço do seu tanque cheio de gasolina quando você pretende cruzar a Ponte Rio-Niterói. 5 - Também é bom ter comida no seu carro de fácil armazenamento e acesso, como barrinhas de cereais ou bananinh...

Capítulo 204 - Documentando a neura

Tem gente que acha que eu exagero com o zelo pelos meus documentos, só porque eles ficam catalogados e separados por pastas identificadas em um local extremamente seguro que eu não vou divulgar por razões óbvias aqui neste blog público. E só porque quando eu tenho que levá-los até algum lugar, a minha feição muda e eu programo nos mínimos detalhes e com antecedência essa minha empreitada. "Nossa, Raquel, como você é exagerada. É só um bando de papel e nada vai acontecer nesse trajeto".  Não é só um bando de papel. O meu diploma da faculdade me gerou tanto problema para ser conquistado e depois para ser emitido, que só de pensar em precisar pedir uma segunda via os espasmos na pálpebra direita voltam. E esse lance de que "nada vai acontecer no trajeto" é otimista demais para quem conhece um pouco mais a fundo a lógica perversa desse mundo. Mais ainda pra mim, que ouvi a história mais bizarra de todos os tempos desse meu amigo que você não conhece. Cara, esse...

Capítulo 183 - Vergonha parental

Imagem
Eu ainda não tenho filhos, mas tenho um cachorro que me envergonha em igual proporção a esses tão lindos seres chamados crianças, dotados de imensas alegria e ingenuidade e mais imensa ainda sinceridade. Por sorte, a Kiwi não fala, mas o que ela já fez por aí não fica muito atrás das conhecidas pérolas infantis, no quesito "vergonha parental". 1) Certa vez estava eu voltando do aeroporto de taxi com a Kiwi. O dito cão encontrava-se levemente sedado e zonzo dentro de sua casinha de transporte devido à viagem e ao efeito do calmante veterinário. Aparentemente, outro efeito que o calmante tinha era o de gases e a cachorra foi a VIAGEM INTEIRA PEIDANDO PODREMENTE NO MEU COLO! O negócio estava tão tenso que começou a empestear o carro todo. E com que cara eu viro pro taxista e falo "Desculpe, foi o cachorro"?  Você acreditaria que foi ela olhando essa carinha fofinha? 2) E não é que apesar desse canino ser gordo, arfante e barul...

Capítulo 173 - Um elefante incomoda muita gente

Semana passada entrou na prefeitura uma nova mocinha da limpeza que se chama Geni. Tentei ao máximo resistir, mas minha cretinice interior, aquela que aflora quando falam que a sobremesa é "pavê", teve que perguntá-la quantas vezes ela ouviu piadinhas referentes à música de Chico Buarque "Geni e o Zepelim". Ao fazer tal pergunta, meus colegas de sala se surpreenderam e me indagaram como uma jovem de 26 anos que ouve "tuntz-tuntz-CHARLIE!-tuntuntz-BROWN!" também conhece os clássicos de Chico Buarque. Iniciou-se toda uma catarse a respeito do que exerce uma maior influência na nossa cultura, hobbies , aptidões e gostos musicais: se é a genética ou o ambiente em que vivemos. Como a maioria dos lares ainda é composto por pessoas que dividem a mesma carga de genes e convivem juntas, confesso que esse não deve ser um estudo muito fácil de ser realizado, mas eu tenho certeza absoluta de que lá em casa o que mais influenciou os meus gostos e repulsas musicais d...

Capítulo 170 - Herança da Sra. Linhares

Já que estamos falando de família e como no post passado mencionei meu amado pai, neste post vou falar a respeito do que herdei da minha amada mãe. E já vou logo avisando que vou decepcionar vocês, pois além da indisfarçável semelhança física, não fiquei com nada genético da minha querida progenitora (se é que personalidade é algo genético). Ok, talvez uma certa propensão a cometer gafes e falar mais do que deveria em certas ocasiões. É impressionante isso. Tenho a personalidade igualzinha a do meu pai e a gente se entende e ri juntos hoje na mesma proporção que a gente discutiu na minha adolescência. Sabe o que dizem a respeito de duas pessoas iguais não se darem bem pois uma evidencia no outro seus próprios defeitos? Isso. Mas voltando à minha mãe, tudo o que eu tenho dela eu aprendi com ela. Claro, depois dela ter me dado o dom das gafes, o mínimo que ela poderia me ensinar era a rir de mim mesma, senão ninguém conseguiria conviver com tamanho portfólio embaraçoso. Alguns amig...

Capítulo 166 - Quem não quer ser ajudado

Sou do tipo de pessoa que defende o silêncio como melhor resposta a uma ofensa vazia, argumento inválido, assuntos desinteressantes ou ideias por demais fora da realidade. Justamente por isso, quando nas CNTPs, passo 90% do tempo quieta. Isso, claro, até você me conhecer melhor. Depois de adquirido certo grau de intimidade, eu digo que sua ofensa é vazia, seu argumento é inválido, seu assunto é desinteressante e a sua ideia é por demais fora da realidade. Apesar dessa minha auto-descrição um tanto quanto crua (e cruel), sempre fui uma pessoa muito sensível ao que as pessoas me dizem, me magoo fácil. Logo, tento dizer o que creio que deve ser dito com um certo grau de cuidado, de forma a não ferir os outros. Dar a notícia devagar, com carinho, pois é justamente dessa maneira que eu gosto de ser tratada. Contudo, há certas situações em que esse lance de falar as coisas com inúmeros floreios se torna tão complicado e confuso que, mesmo tendo sido requisitada a minha opinião, é melhor...

Capítulo 151 - O que é amadurecer?

Sou eu que estou ficando velha e antiquada ou é o mundo que está ficando escroto? Tenho cada vez mais a impressão de que não me encaixo no ambiente em que vivo, sou desadaptada, e que as pessoas que me cercam não compreendem as condições mínimas de uma convivência sadia. Hoje, dizer algo legal pra alguém é raridade.  A maior parte das pessoas quer simplesmente ser vista e não querida, então vale fazer gracinha e brincar com o sentimento alheio. Outro dia estava conversando com um amigo que passa pela mesma situação. Parece que a palavra consideração e carinho sumiram do vocabulário de 98% das pessoas desse mundo. Elas pensam "eu vou viver a minha vida e foda-se se as pessoas que gostam de mim vão se magoar", confundem maturidade com descaso, com indelicadeza, e acham que a "obrigação" das pessoas maduras de passar por cima das coisas se aplica a receber grosseria na cara e continuar sorrindo. Esse ano está sendo de grande aprendizagem pra mim. Aprendi, por exe...

Capítulo 148 - Do contras

Sei que um dia eu repeti aqui no blog uma frase que meu sapientíssimo professor de Fundações  sempre  proferia  e era "a discordância é formidável e move o mundo", ou algo parecido. Hoje em dia, porém, eu faria a propaganda contra.  Não que eu não ache que trocar ideias, opiniões e pontos de vista esteja fora de moda e que não nos vai levar a lugar algum. Não é isso. É que hoje parece que AS PESSOAS são movidas à discordância e isso me fatiga. Faça o teste. Coloque uma frase levemente polêmica no seu facebook como, por exemplo, "Detesto quando uma velhinha carente vem conversar comigo na fila do banco" e espere 5 minutos. Você vai levar esporros tão homéricos e colossais, que vão deixar aqueles que você recebia da sua mãe no chinelo. Noventa  e cinco porcento dos comentários serão ao estilo de "pobrezinha da velhinha, não tem ninguém pra conversar com ela", "você deveria respeitar mais os idosos" e "quando você for idoso também ficará f...

Capítulo 135 - RJ x RMC

É um fato muito engraçado quando você se muda de estado. Ainda mais quando sai do Rio de Janeiro pra São Paulo, estados que se declaram inimigos mortais desde a época das capitanias hereditárias (mentira). Você vira uma espécie de agente infiltrado, informante especial, se sente num filme do Leonardo di Caprio, sem saber em quem confiar, alternando quais olhos fechar na hora de dormir e tendo arritmias toda vez que o telefone toca.  Absolutamente todo mundo de Campinas, de colegas da faculdade a atendentes de loja, me fez a mesma pergunta quando declarei ter vindo da cidade dita maravilhosa: mas o Rio é tão violento assim quanto passa na TV? E o mais engraçado é que, ao satisfazer a curiosidade alheia, acabei tendo momentos de pura e íntima reflexão. "Não. O Rio não é tão violento quanto passa na TV. É só você não sair depois das 21h00 sozinho, não ir pra tais bairros, não falar no celular na rua, não seguir o GPS porque ele te manda pro meio das favelas, não sentar ...

Capítulo 134 - Adolescência tardia

É incrível como em plenos 24 anos na cara, sofrendo antecipadamente com a crise do 1/4 de idade, eu tenha que passar por situações que passava na escola, na sexta série. Ou melhor, a palavra que se enquadra mais corretamente não seria "incrível", mas sim "ridículo". Pois bem, entrei num curso de espanhol no meio do ano. Fiz um mês de curso intensivo e em agosto já comecei o segundo nível. Estava muito contente com o resultado, pois em um mês tinha aprendido o suficiente pra tirar o "portunhol" do CV e inserir "espanhol básico". A turma do intensivo, composta por apenas 5 estudantes, era muito boa e extremamente esforçada.  Eis que chego na primeira aula do nível 2 e assustadoramente encontro um grupo de umas 15 pessoas, majoritariamente feminino, falando em... português! "What the fuck is that?", penso eu cá com meus botões. Primeiro, como pode uma turma com tanta gente, se eles mesmo fazem propaganda que a quantidade de aluno...

Capítulo 128 - Kiwi e eu

Imagem
Tenho um pequeno demônio em casa que gosto de chamar de animal de estimação. Este demônio é um híbrido da raça Pug da espécie Canis lupus e da espécie Sarcophilus harrisii , conhecido como demônio da tasmânia. A esse ser tão peculiar, chamo de Kiwi.  O Monstro. Kiwi tem um comportamento típico de um cachorro de televisão, daqueles que você sempre ouve falar, mas nunca teve um contato real. Vamos aos exemplos mais marcantes: Kiwi uma vez descobriu onde eu guardava o rolo de sacos de lixo. Qual foi minha surpresa ao chegar em casa e me deparar com 30 metros de sacos azuis espalhados pela sala? Sentei e ri. Pior foi quando ela descobriu que desenrolar o papel higiênico era igualmente divertido e estragou uns 3 rolos inteiros até eu perceber que a solução mesmo era deixar a porta do banheiro fechada e ponto final. Um dia igualmente tragicômico foi quando o diabinho escreveu um poema barroco no chão da cozinha com o seu traseir...

Capítulo 120 - A ignorância é uma bênção?

Imagem
Todo profissional vez ou outra tem que aturar pessoas públicas ou anônimas dizendo atrocidades sobre o conhecimento da sua profissão. E o que eu ouço, como engenheira civil, não é brincadeira não, dá vontade de matar um. Primeiro que eu sou Engenheira Civil Geotécnica, ou seja, estudo a parte relacionada ao solo da engenharia civil (fundações, estabilidade de encostas, aterros, etc). Como todo mundo sabe, graças ao imenso programa de prevenção de desastres e monitoração da ocupação de encostas que temos por esse Brasil afora, todo ano acontece uma desgraça relacionada a chuvas e deslizamento de terra. É aí que começa o show de horrores. Todo mundo vira geotécnico do dia pra noite e eu estudei 6 anos pra nada. Os geólogos são os primeiros a aparecer na sua telinha. E eu não tenho nada contra os geólogos, mesmo, mas eles sabem tanto de mecânica dos solos quanto os engenheiros civis de geologia. Ou seja, pouco. Por mim, fica cada um no seu quadrado e está tudo bem. Depois vêm...

Capítulo 111 - Formatação e TOC. Qual o limite?

Ok! Eu admito! Eu sou muito chata com meus trabalhos. Fazer um trabalho comigo é garantia de que você vai sentir vontade de me assassinar no mínimo 1 vez durante o processo. Mas os resultados costumam ser muito bons. Um dos possíveis motivos para aflorar essa faceta meio Nardoni nos meus colegas seria minha alta exigência e minuciosidade com formatação. Chega quase a ser um TOC, muitas vezes desencadeando crises de choro, palavrões e socos na mesa devido à personalidade bagunceira do Word que insiste em não alinhar tabelas, inventar espaçamentos diferentes entre linhas e anular toda e qualquer formatação com um toque no backspace. Justamente por ser exigente em demasia eu costumo não me importar em formatar os trabalhos sozinha. Disse "costumo" porque depois de fazer 45% de um trabalho em grupo de 5 sozinha e viajar 9 horas de ônibus com uma criança de 5 anos insuportável que não parou de chorar por nem um minuto sequer, eu me importei em formatar o trabalho sozinha. A...

Capítulo 109 - Problemas S.A.

Faz um tempo que eu me tornei parte da massa fluida de passageiros das barcas. Todos os dias eu tenho que me submeter ao excelente serviço prestado pela Barcas S.A., ao som do Narrador Arnaldo na Estação Praça XV, se eu não quiser encarar "retenções na entrada, na subida e na descida do vão central e na praça do pedágio". Acho que a maioria de vocês acompanhou os episódios desastrosos desses últimos dias. Alguns, infelizmente, ao vivo. Para os que não acompanharam: nesta segunda-feira uma barca teve problemas eletrônicos e bateu no enrrocamento em Niterói. Ninguém se feriu gravemente, mas alguns aproveitaram a deixa pra desmaiar, levar uns coletes pra casa e pular heroicamente na Baía de Guanabara. Na sexta-feira dia 14, a fila das Barcas estava tão grande que passava embaixo da Perimetral. Mas pra mim, o pior dia mesmo foi aquele em que eu fiquei 25 minutos na fila ouvindo o jingle da "Mãe Loira" pra deputada . Claro que ela resolveu fazer um funk pra repr...

Capítulo 107 - Faculdade: os melhores anos da sua vida?

"Faculdade: os melhores anos da sua vida.". Só posso dizer que a sapientíssima pessoa a proferir essa frase com certeza não cursou uma faculdade de engenharia, muito menos uma de verdade. Não vejo como um período onde não se dorme nem se come bem, as olheiras surgem e não vão mais embora e você passa por um envelhecimento ao estilo JK (50 anos em 5) pode ser a melhor época da sua vida. Fala sério! Bom mesmo era no terceiro ano, quando eu não tinha responsabilidade nenhuma, não estudava lhufas e ainda passava com 10 nas matérias. Pois bem, encontro-me teoricamente no meu último período da faculdade (pois ainda tenho dois trabalhos pra entregar do período passado). Faço deste post, então, um balanço dessa longa e tortuosa etapa da minha vida, que (infelizmente) ainda não terminou, e convido vocês a participar desse tão dinâmico debate. Desmistificarei algumas mentiras e meias-verdades a respeito da vida de universitário de faculdade pública e endossarei alguns fatos mu...

Capítulo 100 - Agradecimentos

Caros leitores, como obviamente nenhum de vocês reparou, além desse post ser o centésimo, hoje ainda é o aniversário de 4 anos desse blog. Adicionado a tudo isso, hoje ainda é comemorado o Dia da Toalha, data escolhida pelos fãs do grandiosíssimo Douglas Noel Adams, muitas vezes citado aqui simplesmente como DNA, para homenageá-lo. Para os que não sabem, DNA é uma grande fonte de inspiração tanto pra mim quanto para muitos dos meus amigos e tento fazer de muitas conversas uma oportunidade para converter as pessoas a fãs inveterados do autor. Mas esse post não é só sobre DNA. É mais sobre meu blog, minha jornada e sobre as mudanças que ocorreram na minha vida ao longo de todo esse tempo. Os que me conhecem melhor sabem que fico nostálgica em aniversários. Nesses 4 anos eu já quis ser engenheira de materiais, arquiteta, engenheira civil de construção e engenheira civil geotécnica. Me ative a esta última. Eu entrei no Krav Magá, me emputeci, sai do Krav Magá. Entrei na academia, ...

Capítulo 97 - A prestigiosa profissão de estagiário

Antes de começar o novo post, queria esclarecer algumas coisas sobre o post anterior. Sim, todas as conclusões que eu tirei a respeito de relacionamentos foram baseadas em experiências próprias e gosto muito quando as pessoas se identificam, "vestem a carapuça" e começam, de alguma forma, a refletir sobre como agem e pensam e etc. Gosto de adicionar algo às pessoas que me rodeiam (mesmo virtualmente), nem que seja a dúvida, o debate, a discordância. Essa última, como diria meu ilustríssimo professor de fundações Fernando Danziger, é formidável! A discordânica move o mundo, não é mesmo? Mas o assunto desse post é sobre (mais) coisas que eu odeio profundamente. Uma delas, como eu já pude explicitar no Capítulo 56, são pessoas berrando nos seus Nextel dentro de um ônibus. E pior do que uma pessoa berrando no seu Nextel é um estagiário de engenharia civil de construção berrando no seu Nextel. Explico por que. Não sei na profissão de vocês, mas na engenharia civil de const...

Capítulo 91 - What is love?

Como dizer pra uma pessoa que você a ama? Como romper essa barreira do "Eu te adoro", do "Gosto muito de você", do "Você me faz muito feliz" pro "Eu te amo"? Sabe, de todos os medos que se pode enfrentar, o de não ser correspondido talvez seja o maior de todos eles pra mim. Declarar-se tão profundamente e não receber nada em troca seria como pular em um penhasco e descobrir no meio do caminho que foi sem paraquedas. Mas tem-se também que procurar entender os motivos para essa não reciprocidade. É fato que cada pessoa tem a sua definição pra o que significa amor, amar alguém. Talvez esse sentimento não seja recíproco simplesmente por não ser o mesmo. Ou então essa pessoa não tenha definido o amor por não ter se dado o trabalho de parar pra pensar no assunto. Logo, por que e pra que arriscar a falar algo que pode-se descobrir não ser verdade mais pra frente? Então o que é amar? "Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível...

Capítulo 68 - O Plágio

As pessoas reagem diferentemente a uma coisa que gostam. Algumas elogiam. Umas preferem continuar no anonimato acompanhando e indicando aos amigos. Outras sentem uma pontinha de inveja por não terem sido as autoras de tal obra. Agora, são pouquíssimas as pessoas que têm a cara-de-pau suficiente pra plagiar aquilo que gostam. Dizem que o plágio é uma forma de homenagem. Eu, que sou uma pessoa um pouco mais radical, já acho que é pura falta de personalidade mesmo. É claro que ninguém está imune a absorver algumas manias e vocabulário alheio. Mas isso, pra mim, se chama influência. É quando você, a partir das pessoas que convivem ao seu lado, forma a sua personalidade. Agora, quando você usa palavras de outras pessoas pra descrever a si mesmo, ai, meu irmão, o caso já é mais complicado. Outro dia um amigo meu, ao ler meu blog, exclamou: "Nossa! O seu tipo de texto é muito parecido com o do Douglas Adams". Quase morri de emoção, porque DNA é um dos meus autores preferidos e ...

Capítulo 65 - Parte I - O que é e não deveria ser

Preparem-se para a primeira trilogia publicada neste blog. Após toda uma catarse sobre a vida, o universo e tudo o mais com meu amigo chato carente F. de L. M., chegamos à conclusão que é um verdadeiro milagre conseguirmos sorrir com a vida que levamos. Na verdade, motivo é o que não falta. O que falta é tempo. O assunto rendeu tantos pensamentos à minha pessoa que tive que dividí-lo em 3. Lá vai. PARTE I - O que é e não deveria ser Desde quando eu estava no colégio e era mandada fazer dever de casa eu já pensava em como a gente gasta tanto tempo com as coisas chatas da vida. Sigam meu raciocínio: O dia tem 24 h, nos quais as pessoas dormem em média 8. Te sobram 16 h. Quando começou a surgir um sistema parecido com o colégio, foi necessária a determinação de um tempo específico para dedicar ao estudo. Hoje em dia esse tempo é de 6 h. Te sobram 9 h. Até aí nada mais justo. O problema foi quando começaram a achar necessário que fosse dispensado um tempo adicional no seu lar para...