Capítulo 227 - A tranquilidade e a inquietude
Em março de 2018, bateram 12 badaladas em um relógio interno que contava regressivamente o número de bolsas de doutorado que ainda me restavam até obter o meu título (ou perder o direito à bolsa). Me vi desesperada, pois eu não tinha sequer começado a escrever o artigo necessário para a defesa do doutorado, não tinha terminado o programa experimental da minha tese e muito menos feito as análises numéricas. Tinha acabado de passar num concurso para professora substituta na UFRJ, mas esse salário também tinha um relógio regressivo interno de no máximo 24 meses. Em cima de tudo isso, já estavam fazendo concurso para professor efetivo das disciplinas que eu estava ministrando provisoriamente na UFRJ, ou seja, esses 24 meses poderiam ser 6 meses e acabou. Desse caldeirão de ansiedade só pôde sair uma coisa: síndrome do pânico. Eu, que já tinha passado (ainda passava) por depressão e ansiedade no doutorado , agora completava a tríade das doenças mentais em apenas um curso. Não podia col...