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Mostrando postagens com o rótulo Por que comigo

Capítulo 210 - Díos mio!

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Queridos amigos, estamos aqui reunidos hoje para dizer que Deus Murphy atendeu vossas preces. Aleluia, irmão? Aleluia! E que cascata de bençãos e unções! Um derradeiro derrame de glória do Senhor Murphy me arrebatou essa semana, em apenas um espaço curto de 48 horas. Tudo começou no domingo, véspera da viagem. Ao olhar o extrato do meu cartão de crédito, observo uma compra a qual não reconheço para a empresa AVIANCA*6EFQPC994732(01/07) no valor de R$80,98. Sim, 7 parcelas de 80 reais no meu cartão de crédito numa compra que eu definitivamente não fiz. Ligo para a central do Santander e descubro que ou meu cartão foi clonado ou roubaram meus dados na internet (provavelmente no site da Gol, ao comprar a passagem para a viagem). Por procedimentos de segurança, me vi obrigada a cancelar meu cartão de crédito, débito e saque a poucas horas da minha viagem ao exterior, sem um puto no bolso. Na segunda-feira, um dia de muita expectativa, ansiedade e um pouco de chuva, com as malas ...

Capítulo 201 - Domingo Hilariante

Quem já conviveu o mínimo de tempo comigo sabe que eu tenho duas neuras com cheiros, além, claro, daquele CC de cebola que um ou outro professor de Física conseguia ostentar a 3 fileiras de carteiras de distância e um indiscutível cheiro de Cheetos bolinha que veio junto na sola do seu sapato quando você cruzou um campo gramado: plástico queimando e gás.  O plástico queimando, apesar de parecer inofensivo, pode ser indicativo de que tem alguma tomada da sua casa superaquecendo ou até mesmo pegando fogo. Fogo elétrico é uma parada muito séria e que muita gente se ferra porque corre para a solução que seria a mais óbvia: água. Nunca faça isso, amigo. Você vai dormir e acordar no céu (e eu não tenho certeza se lá tem pão). Você tem que usar extintor de incêndio apropriado ou então abafar o fogo, privando-o de seu combustível (oxigênio) com uma coberta ou similar. O cheiro de gás eu nem preciso explicar. Uma faísca e BUM. Tudo pelos ares. E parece que explodir casas virou uma ...

Capítulo 190 - Pânico em alto mar. Só que em terra. E de carro.

A vida é cheia de ironias, não é mesmo? E uma dessas ironias me fez passar hoje por uma das coisas que Eu tenho medo!  E não! Eu não caguei nas calças e nem fui perseguida por escorpiões. Foi um medo absurdo que eu não tinha à época daquele post, pois não dirigia.  O medo a que me refiro neste post é o de me perder nas estradas desse Brasilzão de meu deus. Mas vamos primeiro à ironia... Eu pratiquei Krav Magá por 6 anos da minha vida e o máximo que eu quebrei foi o dedo da mão do meu coleguinha. Esta semana estava correndo pela casa brincando com a dona Kiwi e atropelei uma cadeira de madeira. Logo me veio uma pontada na lateral do corpo que permaneceu comigo até o dia seguinte e se manifestava até quando eu fazia curvas acentuadas no carro. Pronto, quebrei uma costela. E lá vou eu pro hospital pra tirar um raio-x e verificar como andava meu arcabouço sólido. Cheguei na recepção do pronto atendimento e fui designada a responder pela senha de número 868.  ...

Capítulo 185 - 3M = Merda Monstruosa e Maldita

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Queridos 2 leitores assíduos, o post hoje é, na verdade, uma dica para você usufruir por toda a sua vida, de especial importância àqueles que estão montando ou modificando o ambiente em que vivem:  Jamais grudem objetos na parede com fitas dupla-face.  Batam quantos pregos quiserem, utilizem a furadeira do papai até transformarem a parede em uma peneira, mas, por favor, não me inventem de colar as coisas na parede com fita dupla-face. Esta dica singela e de inestimável valor é baseada em uma simples constatação: ou elas não grudam ou elas não soltam NUNCA MAIS. Ai, nossa, que exagerada essa Raquel. "NUNCA MAIS", assim em capslock, até parece, né? É! NUNCA MAIS! Vejam a embalagem da dita cuja aqui ao lado. Conseguem enxergar o  escrito "Fixação permanente"? Permanente. adj. Que permanece. Que dura sem intermitência nem mudança. Constante, ininterrupto; definitivo. DE-FI-NI-TI-VO. E eu, claro, err...

Capítulo 172 - E tomar banho de sol!

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Eu tenho a impressão de que vocês, caros e ardilosos leitores empunhando facas pelas minhas costas, andaram rezando para o Deus Murphy me abençoar essa semana. E não é que ele derramou sua unção sobre mim? E como derramou! Na verdade, ele entornou um caminhão pipa todo com sua bênção. Pois bem. Domingo eu fui tomar banho na minha casa e senti um cheiro diferente. E não era de CC - adiantando as piadinhas. Não consegui identificar sua origem e logo supus que estava vindo de fora, aliás, com 208 apartamentos num condomínio, por vezes sobe cheiro de picanha, feijão, vômito - ou Cheetos bolinha, tenho dificuldade de distinguir qual é qual. Quando retornei pra minha casa na segunda-feira à noite e fui novamente tomar banho, o mesmo cheiro ressurgiu. Meu raciocínio lógico logo ligou um fato a outro e eu resolvi arregaçar as mangas imaginárias, vestir meu sobretudo xadrez imaginário e tirar da gaveta a minha lupa imaginária e investigar. Mas meu trabalho de Sherlock Holmes foi rapidamen...

Capítulo 169 - And the Oscar goes to...

Quando eu tinha 7 anos de idade lembro da minha mãe já me chamando de "Saulinha" em referência ao comportamento um tanto quanto desastrado do meu pai. E, não precisa nem pensar muito a fundo, não foi à toa que meu pai se tornou "papa" no assunto de conseguir se foder sem a ajuda de ninguém. Nos meus 26 anos de vida eu consigo me recordar de pelo menos 3 grandes cagadas que ele fez, imaginem então minha mãe que está há 40 anos em companhia desse ser nada delicado. Certamente, a vez que meu pai levou mais a sério esse lance de ser desastrado foi quando ele abriu um talho na canela pra salvar um pacote de biscoito Torcida. Sim, biscoito Torcida . Ele estava descarregando o carro na casa onde morávamos em Macaé e se desequilibrou com uma caixa de Torcida na mão. Vendo que a caixa iria cair inteira na piscina, ele saltou qual goleiro em pênalti no final da copa do mundo em direção ao desejado contingente de gordura trans. O detalhe é que ele não se ligou que tinha u...

Capítulo 167 - A merda da pró-atividade

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Foi comprovado por meio de uma pesquisa com 26 anos e 8 meses de duração que a competência e a pró-atividade foram inversa-proporcionalmente distribuídas pelas pessoas comuns do mundo: nós. Quando calha de uma pessoa competente ser pró-ativa é um acontecimento; quando uma pró-ativa é competente, é uma bênção; quando uma pessoa incompetente é simplesmente desprovida da capacidade de tomar uma ação por si própria, aí,  meu bem, é um milagre! Um exemplar do tipo incompetente e pró-ativo faz faxina na minha casa de 15 em 15 dias. Obviamente, todo o relacionamento, inclusive o seu com a sua faxineira, leva um tempo para entrar nos eixos e os envolvidos compreenderem as "regras". Porém, não sei em qual parte do "faça faxina no meu apartamento" se enquadrou a regra "alimente o meu cachorro até ele quase explodir". Depois do primeiro dia de faxina, eu cheguei em casa e fui recebida por um leitão pronto pro abate e não por um cachorro. A Kiwi veio ROLANDO ao m...

Capítulo 164 - A mudança (outra)

E como vocês sabem, eu me mudei. Mas o pior disso tudo nem foi empacotar milhões de coisas e ter algumas delas quebradas no meio do caminho. Também não foi o estresse, nem a perda massiva de cabelos, nem os dias sem dormir, nem as unhas quebradas e frágeis. Muito menos os 400 reais gastos em ônibus, táxis, trens, jumentos entre Campinas e Santa Bárbara. O pior também não foi ter que usar combinações esdrúxulas de roupas porque todo o resto estava ou sujo ou em alguma das 3987 caixas dentro do apartamento.  O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda. O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda das Casas Bahia. O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda das Casas Bahia num sábado. O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda das Casas Bahia num sábado ensolarado. O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda das Casas Bahia num sábado ensolarado por 6 horas. O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda das Casas Bahia num sábado ensolarado po...

Capítulo 161 - Seu Paulo, Seu Chico, problema seu

Em 2011 o universo tirou de mim o Seu Paulo, um velhinho porreta e teimoso que me presenteava com situações das mais bizarras ( essa e essa , por exemplo) no laboratório de mecânica dos solos, tendo participação massiva e quase protagonista neste blog; diária na minha vida. Mas o universo não iria me deixar sem um velhinho cheio das trapalhadas e no mesmo ano resolveu me presentear com o Seu Chico, o porteiro do turno da tarde no meu prédio. Um dia, meus pais estiveram aqui em casa e meu pai fez uma cagadinha. Cortou o cabo coletivo da antena que passava por dentro do apartamento e, sem saber, tirou o sinal de televisão de toda a coluna 4. Ao sair, meus pais deixaram a chave na portaria para que eu a pudesse reaver na minha volta. As senhorinhas, que aquele dia ficaram sem assistir o Vale a Pena Ver de Novo e o programa da Sônia Abrahão, saíram de suas clausuras e foram encher os ouvidos do Seu Chico de reclamações.  Seu Chico, pois, não hesitou em pegar a chave que tinha ...

Capítulo 158 - Tentativa de assassinato

Caros amigos, vocês bem sabem que eu não tenho ar condicionado na minha casa . Contudo, essa jornada da minha vida através dos verões tropicais se tornou menos massacrante tendo ao meu lado um bom amigo ventilador.  Pelo menos era assim que eu o considerava... ... até descobrir seus planos malignos de tentar me matar de susto! A primeira vez foi ao me mudar de Niterói. Entrei com ele no elevador segurando-o em meu colo. Não fazia ideia de que ele tinha dificuldades de lidar com mudanças, de que as coisas precisavam ser mais vagarosas com ele. Nem ao menos me importei em perguntar se estava tudo bem para ele parar de soprar ares cariocas e começar a soprar ares paulistas. Fui relapsa, admito. Num golpe de desespero, meu amigo ventilador agarrou-se a sua última esperança deixando seu plug para fora do elevador, no décimo andar. Imaginem vocês o tamanho do meu susto ao ter o ventilador vigorosamente arrancado dos meus braços por uma força invisível e aparentemente inexplicável...

Capítulo 157 - Crise de riso

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Semana passada foi uma semana crítica pra mim. Ia defender minha dissertação de mestrado na terça e começar a dar aulas  na ESAMC na quarta. Já na segunda-feira, como de costume, meu corpo começou a me sacanear com os sinais típicos de estresse e níveis elevadíssimos de cortisol: bruxismo, má digestão, dor de barriga, insônia e oscilações bruscas de humor, indo de euforia à depressão, passando pela completa desesperança.  Eu disse "ia" porque minha defesa teve que ser adiada pra quinta-feira por motivos climáticos. Sim, motivos climáticos. O professor da minha banca que viria do Rio ficou preso no aeroporto devido a um nevoeiro. Mas o pior não foi o fato da defesa ter sido adiada. Pior mesmo foi ficar no "vai, não vai" por 6 horas. "Abriu o Santos Dumont!" "Fechou o Santos Dumont" "Realocaram pro Galeão" "Não tem vaga no vôo", etc. Me senti a própria Ana Bolena no final da segunda temporada do The Tudors, cuja decapitação...

Capítulo 156 - A cara e a tara

A maioria das mulheres acha excelente o fato de parecerem mais novas. Eu, no auge da minha rebeldia da adolescência, achava um incômodo sem precedentes ter que mostrar minha identidade pra comprar bebida aos 18 anos. Depois que tirei a carta de motorista, passei a sacá-la da minha carteira com a maior pompa assim como se dissesse: "Viu? Eu sou tão maior de 18 anos que já tenho até permissão pra conduzir!".  Depois dos 22 anos a brincadeirinha perdeu a graça e eu passei a ignorar as pessoas que duvidavam da minha maioridade, como por exemplo, um motorista da Auto Viação 1001 que quis que eu mostrasse a autorização dos pais pra viajar de Niterói para Macaé.  Tá bom.  Isso não se extinguiu completamente com o tempo e as pessoas continuavam a duvidar da minha idade. Quando eu me formei na faculdade, ao invés da carta de motorista eu passei a mostrar o CREA, pra ficar bem claro que eu não tenho apenas mais de 18 anos. Eu fiz um curso de engenharia, o que, segundo ...

Capítulo 155 - Eu tenho medo!

Parafraseando Regina Duarte: "Eu tenho medo!". Diferentemente desta, meu medo não se resume ao PT estar no poder. Diria que meus medos (no plural) são de caráter mais físico do que sócio-político-ideológico. Tenho medo, por exemplo, de cair. E sei o quanto isso é irônico se levarmos em conta meu péssimo equilíbrio e meu hábito de tropeçar, no mínimo, 7,5 vezes ao dia. Também tenho medo de certos animais. Aranhas e escorpiões assombram meu subconsciente em tal magnitude que eu frequentemente sonho que estou sendo perseguida por um destes, tento correr, caio, começo a me arrastar pelo chão enquanto o bicho segue andando calmamente atrás de mim, me deixando ser traída pelo meu próprio desespero. Também não gosto de traças, mas aí não é medo, é VONTADE DE MORRER! Acho esse ser tão asqueroso que minhas entranhas se contorcem todas. Mas o pior dos medos que eu tenho, e também tema do presente capítulo, é o medo do meu próprio corpo. Ou melhor, o medo do fato de não ter ...

Capítulo 153 - Cocoon

Estava eu sentada no ponto de ônibus ao lado de um velhinho, esperado o tão amado 330 pra ir para a faculdade. Os ônibus aqui em Campinas têm hora marcada mas eu, em 2 anos dessa vida paulista, não me dei ao trabalho de procurar saber os horários, pois estou por demais acostumada com a rotina de cidadão carioca menosprezado pelos órgãos públicos. Nem 30 segundos depois de eu me acomodar, sentou-se do meu outro lado um outro velhinho e eu me vi num sanduíche de idosos, onde eu era um recheio jovial envolto por dois pães que por acaso cheiravam a naftalina. Passados 10 minutos, os velhinhos se ligaram que conheciam um ao outro e iniciaram o papo mais tragicômico do ano, e eu no meio: - Ãh? Oi! Oi, Fulano! - Oi, tudo bom? - Minha mãe morreu! - Ahn... - Minha mãe morreu! - Oi? - A MINHA MÃE MORREU! - QUEM MORREU? - A MINHA MÃE! - Ah. Bom, nada dura pra sempre, né. - Ééé... A julgar pela surdez e número de rugas de ambos, eu estimo...

Capítulo 150 - Por que? Sério, por que?

"Oii, tudo bom? Você vem almoçar na Unicamp hoje?" - Foi com essas meras e ingênuas palavras que começou um mal entendido monstruoso. Inseri o número de um amigo meu de forma errada na minha agenda. Ao invés de um "2", coloquei um "5" e nem percebi. Só notei que ele não havia respondido meu SMS, mas naturalmente achei que ele estava ocupado e depois acabou esquecendo. Fui lembrada dessa mensagem HOJE quando recebi um telefonema cheio de raiva perguntando quem eu era e porque eu estava mandando mensagenS para o pai dela, que é casado há 25 anos. Apesar de toda a minha explicação de que havia sido um engano, que eu havia colocado o número do meu amigo errado na minha agenda, a tão feroz prole insistia em tentar arrumar uma brecha nas minhas explicações e queria porque queria "acertar as coisas pessoalmente". Das duas uma: ou essa história de "pai" foi uma desculpa pra um namorada neurótica vasculhar a vida do namorado, ou esse ...

Capítulo 144 - Murphy contra-ataca

Sexta-feira, Murphy deliberadamente resolveu me punir por postar contos fofinhos no meu blog. Só pode ter sido essa a razão pra tamanha onda de azar a qual fui acometida. Ou foi isso ou foi o atípico despertar cedo de bom humor. Aaaah, não acreditam? Aaaaah, vocês acham que eu estou exagerando, né? Pois bem, eu conto pra vocês. Chego na faculdade logo cedo para executar meu ensaio. Após a colocação de todos os aparelhos, fui ligar meu laptop, já que a aquisição dos dados é digital, e descubro que a bateria está baixa. Resolvo pegar a extensão para ligar o carregador e o carregador resolve não ligar. Dou uma viradinha no fio pra lá e pra cá pra ver se era problema de mau contato. Não era. Testo em outras tomadas. Nada. Ok, vamos apelar. Fui falar com meu orientador, que entende de eletrônicos e afins. Ele abriu o carregador e chegou ao mui otimista diagnóstico: "Xiiii, melhor comprar outro." e me emprestou o laptop dele para fazer o ensaio. Liguei o laptop, instalei o ...

Capítulo 143 - Enquete

Domingo, ao voltar do almoço de Páscoa na casa da vó do fenômeno de ônibus, o motorista conseguiu realizar a façanha de passar do lado da rodoviária e fazer um retorno em Boa Vista pra entrar na dita cuja, tendo que pegar duas rodovias pra voltar e adicionando mais de 40 minutos ao tempo total de viagem. Após muito pensar, cheguei a 3 possíveis causas para tal acontecimento: a) O caminho da rodoviária é realmente confuso, e qualquer pessoa sem um senso de direção muito aguçado poderia se perder; b)  Por motivos de feriado, a Viação Cristália escalou até os faxineiros para dirigirem os ônibus extras que foram colocados na rota, c) A Raquel estava no ônibus.

Capítulo 141 - Raquel e o espelho

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Dia 31 de janeiro deste ano eu comprei um item que a muito fazia falta aqui na minha sala meia decorada. E sim, é "meia decorada", porque só metade dela estava decorada. A outra metade tinha sido deixado em completo e absoluto abandono de estilo.  Por fim, o item era um lindo espelho que ficou ainda mais lindo quando entrou em promoção e atingiu patamares acessíveis para que eu comprasse. A loja me deu um pequeno prazo de 30 dias para a entrega. Trinta dias depois eu fui descobrir que eram "úteis" e não "corridos". Como eu passo grande parte do dia fora de casa, seria muitíssimo provável que eles tentassem entrar em contato comigo e não conseguissem, então eu liguei uma vez por semana até que uma alma boa me disse que ele tinha chegado e que tinham agendado a entrega para terça-feira de manhã. Com a minha vastíssima experiência de 25 anos, eu aprendi que é pra não lutar contra as agendas de serviços. É melhor você se submeter ao horário e dia que eles ...

Capítulo 137 - As malas e a escada

Morar no último andar tem lá as suas vantagens. O barulho da rua é, teoricamente, menor do que nos andares mais baixos, você, que não tem um espelho decente em casa, sempre acaba tendo um tempinho sozinha no elevador pra checar o outfit completo e fazer uma limpeza de pele (quem nunca espremeu um cravo no elevador que atire a primeira pedra!!) e você ainda paga de rico por morar na cobertura (mesmo que o seu prédio NÃO tenha cobertura - meu caso)! Uma desvantagem clara foi constatada por mim ontem, obviamente, na hora de maior necessidade. Estava vindo pro Rio comemorar meu aniversário com familiares e amigos queridos. Acordei na hora que pessoas normais de férias estão indo dormir (5 da manhã) pra ter tempo de me arrumar tranquilamente e ir ao aeroporto. Cheguei no banheiro, liguei a luz e fui surpreendida por uma luz bruxuleante, espasmódica, fraca e extremamente assustadora. Achei que a lâmpada estava com mal contato, subi no vaso e cutuquei-a com o pente de plástico. Nenhum ...

Capítulo 136 - Tio da Sukita

Data: 04 de janeiro de 2011, quarta-feira. Horário: Por volta de 14h15. Local: Ponto de ônibus da Unicamp. Situação: Esperando o ônibus de volta pra casa depois de bater com a cara na porta trancada do laboratório. Chega um tiozão de óculos "piloto de avião" da RayBan. - Você já viu a Unicamp tão às moscas assim? (com um sorriso exageradamente largo no rosto). Eu, que gosto de ser antipática com pessoas aleatórias na rua, também com meus óculos escuros, olho pro lado contrário ao que ele se encontra e respondo: - Não. Sou nova aqui. - Ah é? Você está fazendo o que? - Mestrado. - Em Educação? (estávamos no ponto de ônibus em frente à Escola de Educação. Mas apenas porque não existe um ponto de ônibus em frente a Faculdade de Engenharia Civil). - Não. Em engenharia civil. - Ah, sim. Eu vou processar a Unicamp por me negar o direito à livre expressão!!! (Oi?) Terminei meu doutorado em Educação no meio do ano passado e até agora eles não publicar...