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Mostrando postagens de 2013

Capítulo 179 - Visão geral do blog

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Há alguns anos atrás a minha amiga Carol Jardim me apresentou a possibilidade de permitir que o Blogger gere estatísticas a respeito de quem visita e lê o que você publica. Me empolguei. Vocês bem sabem que engenheiros são tarados por estatísticas . Era só marcar a janelinha dos "Termos e Condições de Uso", vender minha alma pro capiroto na terceira nota de rodapé em fonte Time News Roman 7 na página 12 e pronto! O Blogger iria gerar uns gráficos bonitinhos pra eu me divertir. Isso foi em 2007, quando o blog já tinha um ano de vida, mas só por agora mesmo que eu resolvi dar uma fuçada nisso mais a fundo e descobri algumas coisas curiosas. Visualizações de página por país Primeiramente: culpem o blogger pela péssima resolução e apresentação de todas as figuras que vocês encontrarão neste post. Segundamente, a respeito das visualizações de página por país, não poderia ser diferente: meu maior público é proveniente do Brasil, com mais de 12 mil visualizações. ...

Capítulo 177 - Simplicidade

Numa tarde fresca de primavera, João Carlos Borges Cavalcanti nascia em Resende. Como todo descendente de família tão tradicional, João teria acesso a todo o tipo de informação, de cultura e de influência. O famoso berço de ouro. Nos seus primeiros aniversários, João sempre ganhava todo tipo de brinquedo desenvolvido especificamente para crianças da sua idade. Todos os materiais eram atóxicos, todas as arestas abauladas, todas as atividades eram pensadas para estimular do que seria uma tão brilhante personalidade no futuro.  Mas ele não queria o super brinquedo interativo, cheio de botões, luzes piscantes e áudios em 3 idiomas. Ele queria o papel do embrulho. Era gostoso de amassar e fazia um som legal ao ser rasgado.  Por volta dos 10 anos, João Carlos que, além de ter sido abençoado pelo acaso de ter nascido numa família abastada, ainda havia sido abençoado pela genética e já demonstrava todo o potencial de beleza que ostentaria por toda a vida. Fora cha...

Capítulo 176 - Ás no volante

Meus queridos e amados 2 leitores assíduos, vocês sabem que em outubro eu conquistei meu primeiro carro. Como eu não dirigia desde que terminei a auto-escola em 2005, nesses dois meses tenho vivido uma aventura sem precedentes em pegar a minha super máquina e dirigir por aí, fazendo todo o tipo de cagada no trânsito, levando buzinadas, xingadas e elevando a taxa de adrenalina dos caronas e dos motoristas num raio de 2 km em picos íngremes. Quando eu tirei minha Permissão aos 18 anos, lembro-me de uma vez que meu pai me deixou dirigir a Zafira voltando do almoço de domingo lá em Macaé. Acho que o fato de eu ter dirigido sem abaixar o freio de mão por 3 km associado ao cheiro de embreagem queimada que preencheu o carro podem ter ajudado para esta ter sido a primeira e última vez que eu dirigi o carro do meu pai. Depois deste episódio, a primeira coisa que surge na minha cabeça ao entrar no carro é "não esqueça de abaixar o freio de mão". Também institui um procedimento de ...

Capítulo 173 - Um elefante incomoda muita gente

Semana passada entrou na prefeitura uma nova mocinha da limpeza que se chama Geni. Tentei ao máximo resistir, mas minha cretinice interior, aquela que aflora quando falam que a sobremesa é "pavê", teve que perguntá-la quantas vezes ela ouviu piadinhas referentes à música de Chico Buarque "Geni e o Zepelim". Ao fazer tal pergunta, meus colegas de sala se surpreenderam e me indagaram como uma jovem de 26 anos que ouve "tuntz-tuntz-CHARLIE!-tuntuntz-BROWN!" também conhece os clássicos de Chico Buarque. Iniciou-se toda uma catarse a respeito do que exerce uma maior influência na nossa cultura, hobbies , aptidões e gostos musicais: se é a genética ou o ambiente em que vivemos. Como a maioria dos lares ainda é composto por pessoas que dividem a mesma carga de genes e convivem juntas, confesso que esse não deve ser um estudo muito fácil de ser realizado, mas eu tenho certeza absoluta de que lá em casa o que mais influenciou os meus gostos e repulsas musicais d...

Capítulo 172 - E tomar banho de sol!

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Eu tenho a impressão de que vocês, caros e ardilosos leitores empunhando facas pelas minhas costas, andaram rezando para o Deus Murphy me abençoar essa semana. E não é que ele derramou sua unção sobre mim? E como derramou! Na verdade, ele entornou um caminhão pipa todo com sua bênção. Pois bem. Domingo eu fui tomar banho na minha casa e senti um cheiro diferente. E não era de CC - adiantando as piadinhas. Não consegui identificar sua origem e logo supus que estava vindo de fora, aliás, com 208 apartamentos num condomínio, por vezes sobe cheiro de picanha, feijão, vômito - ou Cheetos bolinha, tenho dificuldade de distinguir qual é qual. Quando retornei pra minha casa na segunda-feira à noite e fui novamente tomar banho, o mesmo cheiro ressurgiu. Meu raciocínio lógico logo ligou um fato a outro e eu resolvi arregaçar as mangas imaginárias, vestir meu sobretudo xadrez imaginário e tirar da gaveta a minha lupa imaginária e investigar. Mas meu trabalho de Sherlock Holmes foi rapidamen...

Capítulo 171 - Adiantando a terceira idade

A idade chega de mansinho e a gente nem percebe. E pode revirar os olhos e balbuciar que isso é papo de velho, porque é mesmo! Porque eu estou ficando velha! Aliás, ninguém aqui está ficando mais novo com o passar do tempo, não! Momento descontrole. Retomando... Sempre que chega outubro, meu aniversário começa a bater na porta e a ficha de que mais um ano se passou começa a cair. Como faço aniversário logo em janeiro (dia 16 - comprem meus presentes aqui , aqui ou aqui ), pra mim, decoração natalina e chocottone no supermercado são quase um gatilho pra depressão. Olhando no espelho todos os dias é difícil reparar alguma diferença significativa. Você só percebe mesmo quando compara a sua imagem atual com aquelas fotos de início de faculdade, sem olheiras, com a pele viçosa, cabelo brilhoso e sorriso branco. Acho que vou processar a UFRJ por danos morais e usar o dinheiro todo em botox, clareamento dental e demais procedimentos estéticos. Outro indício claro, brilhante e, no...

Capítulo 170 - Herança da Sra. Linhares

Já que estamos falando de família e como no post passado mencionei meu amado pai, neste post vou falar a respeito do que herdei da minha amada mãe. E já vou logo avisando que vou decepcionar vocês, pois além da indisfarçável semelhança física, não fiquei com nada genético da minha querida progenitora (se é que personalidade é algo genético). Ok, talvez uma certa propensão a cometer gafes e falar mais do que deveria em certas ocasiões. É impressionante isso. Tenho a personalidade igualzinha a do meu pai e a gente se entende e ri juntos hoje na mesma proporção que a gente discutiu na minha adolescência. Sabe o que dizem a respeito de duas pessoas iguais não se darem bem pois uma evidencia no outro seus próprios defeitos? Isso. Mas voltando à minha mãe, tudo o que eu tenho dela eu aprendi com ela. Claro, depois dela ter me dado o dom das gafes, o mínimo que ela poderia me ensinar era a rir de mim mesma, senão ninguém conseguiria conviver com tamanho portfólio embaraçoso. Alguns amig...

Capítulo 169 - And the Oscar goes to...

Quando eu tinha 7 anos de idade lembro da minha mãe já me chamando de "Saulinha" em referência ao comportamento um tanto quanto desastrado do meu pai. E, não precisa nem pensar muito a fundo, não foi à toa que meu pai se tornou "papa" no assunto de conseguir se foder sem a ajuda de ninguém. Nos meus 26 anos de vida eu consigo me recordar de pelo menos 3 grandes cagadas que ele fez, imaginem então minha mãe que está há 40 anos em companhia desse ser nada delicado. Certamente, a vez que meu pai levou mais a sério esse lance de ser desastrado foi quando ele abriu um talho na canela pra salvar um pacote de biscoito Torcida. Sim, biscoito Torcida . Ele estava descarregando o carro na casa onde morávamos em Macaé e se desequilibrou com uma caixa de Torcida na mão. Vendo que a caixa iria cair inteira na piscina, ele saltou qual goleiro em pênalti no final da copa do mundo em direção ao desejado contingente de gordura trans. O detalhe é que ele não se ligou que tinha u...

Capítulo 167 - A merda da pró-atividade

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Foi comprovado por meio de uma pesquisa com 26 anos e 8 meses de duração que a competência e a pró-atividade foram inversa-proporcionalmente distribuídas pelas pessoas comuns do mundo: nós. Quando calha de uma pessoa competente ser pró-ativa é um acontecimento; quando uma pró-ativa é competente, é uma bênção; quando uma pessoa incompetente é simplesmente desprovida da capacidade de tomar uma ação por si própria, aí,  meu bem, é um milagre! Um exemplar do tipo incompetente e pró-ativo faz faxina na minha casa de 15 em 15 dias. Obviamente, todo o relacionamento, inclusive o seu com a sua faxineira, leva um tempo para entrar nos eixos e os envolvidos compreenderem as "regras". Porém, não sei em qual parte do "faça faxina no meu apartamento" se enquadrou a regra "alimente o meu cachorro até ele quase explodir". Depois do primeiro dia de faxina, eu cheguei em casa e fui recebida por um leitão pronto pro abate e não por um cachorro. A Kiwi veio ROLANDO ao m...

Capítulo 166 - Quem não quer ser ajudado

Sou do tipo de pessoa que defende o silêncio como melhor resposta a uma ofensa vazia, argumento inválido, assuntos desinteressantes ou ideias por demais fora da realidade. Justamente por isso, quando nas CNTPs, passo 90% do tempo quieta. Isso, claro, até você me conhecer melhor. Depois de adquirido certo grau de intimidade, eu digo que sua ofensa é vazia, seu argumento é inválido, seu assunto é desinteressante e a sua ideia é por demais fora da realidade. Apesar dessa minha auto-descrição um tanto quanto crua (e cruel), sempre fui uma pessoa muito sensível ao que as pessoas me dizem, me magoo fácil. Logo, tento dizer o que creio que deve ser dito com um certo grau de cuidado, de forma a não ferir os outros. Dar a notícia devagar, com carinho, pois é justamente dessa maneira que eu gosto de ser tratada. Contudo, há certas situações em que esse lance de falar as coisas com inúmeros floreios se torna tão complicado e confuso que, mesmo tendo sido requisitada a minha opinião, é melhor...

Capítulo 164 - A mudança (outra)

E como vocês sabem, eu me mudei. Mas o pior disso tudo nem foi empacotar milhões de coisas e ter algumas delas quebradas no meio do caminho. Também não foi o estresse, nem a perda massiva de cabelos, nem os dias sem dormir, nem as unhas quebradas e frágeis. Muito menos os 400 reais gastos em ônibus, táxis, trens, jumentos entre Campinas e Santa Bárbara. O pior também não foi ter que usar combinações esdrúxulas de roupas porque todo o resto estava ou sujo ou em alguma das 3987 caixas dentro do apartamento.  O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda. O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda das Casas Bahia. O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda das Casas Bahia num sábado. O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda das Casas Bahia num sábado ensolarado. O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda das Casas Bahia num sábado ensolarado por 6 horas. O pior disso tudo foi ter montado uma cômoda das Casas Bahia num sábado ensolarado po...

Capítulo 163 - Reviravoltas

E não é que coisas boas também acontecem com a Raquel? Mas claro, não sem antes darem um BAITA susto na nossa querida protagonista. Como vocês bem sabem, passei por um período muito duro de desemprego. Nesse meio tempo, prestei um concurso para engenheiro civil na prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste. Nem levei muita fé pois estava tão nervosa na véspera que enchi a cara e fui fazer a prova meio de ressaca. Soma-se a essa circunstância o  fato de que havia apenas uma vaga declarada no edital e 83 candidatos. No dia 14 de maio, saiu a classificação deste concurso e eu me encontrava em QUARTO lugar! Ou melhor, tecnicamente em segundo, quarto pelo critério de desempate (a idade, quem manda ser novinha?). Ok, mas era apenas uma vaga no edital e eu comecei desesperadamente a tentar reunir informações sobre os outros candidatos. Estava prendendo a minha fé a qualquer informação que me fizesse acreditar que os 3 iriam desistir da vaga, mesmo tendo prestado o concurso sabe-se lá ...

Capítulo 161 - Seu Paulo, Seu Chico, problema seu

Em 2011 o universo tirou de mim o Seu Paulo, um velhinho porreta e teimoso que me presenteava com situações das mais bizarras ( essa e essa , por exemplo) no laboratório de mecânica dos solos, tendo participação massiva e quase protagonista neste blog; diária na minha vida. Mas o universo não iria me deixar sem um velhinho cheio das trapalhadas e no mesmo ano resolveu me presentear com o Seu Chico, o porteiro do turno da tarde no meu prédio. Um dia, meus pais estiveram aqui em casa e meu pai fez uma cagadinha. Cortou o cabo coletivo da antena que passava por dentro do apartamento e, sem saber, tirou o sinal de televisão de toda a coluna 4. Ao sair, meus pais deixaram a chave na portaria para que eu a pudesse reaver na minha volta. As senhorinhas, que aquele dia ficaram sem assistir o Vale a Pena Ver de Novo e o programa da Sônia Abrahão, saíram de suas clausuras e foram encher os ouvidos do Seu Chico de reclamações.  Seu Chico, pois, não hesitou em pegar a chave que tinha ...

Capítulo 160 - Desculpas e excusas

Eu sei. Faz tempo que eu  não dou as caras por aqui. Mas não pensem que do dia pra noite me tornei uma mãe relapsa e sem escrúpulos que abandonou seu filho mais querido nas masmorras do esquecimento. É só que é mais complicado ter história pra contar quando você está desempregada em casa há 4 meses entrando e saindo de diferentes quadros de depressão. Sim, você leu direito. Por mais incrível que possa parecer, uma engenheira civil com mestrado em geotecnia está tendo dificuldades em arrumar um emprego nesse cenário brasileiro da construção civil hiper aquecido. Já mandei meu currículo pra umas 30 empresas, fui chamada para algumas entrevistas e nada. Estou começando a achar que tenho crises de Transtorno Bipolar associado à Síndrome de Tourette e algum quadro patológico de memória nas entrevistas. Num momento, devo xingar, bater, humilhar meus entrevistadores e, logo em seguida, agir como se nada tivesse acontecido e sair de lá com a sensação de dever cumprido, porque eu sincer...

Capítulo 159 - Boletim de reclamações

Estou ficando velha e achando tudo chato e repetitivo. E isso já tem tempo. Mas também não é de hoje que reclamo como todo ano as mesmas coisas me irritam (o Especial Roberto Carlos, principalmente). Ou seja, eu estou me tornando repetitiva e me achando chata. Os sintomas da velhice se intensificaram de forma violenta com o advento do Facebook. Nos seus primórdios, em 2008, tudo era novidade. Creio que tenha sido lá pra 2010 quando os brasileiros resolveram  transformar a rede social em um militante passivo de conscientização popular e o negócio começou a ficar insuportavelmente chato. Todo ano em janeiro, por exemplo, surge uma corrente de "anti-BBBs", falando o quanto o programa é pobre em cultura, o quanto as pessoas que assistem são alienadas e engolem tudo que a Globo passa. Após o programa efetivamente começar, o post mais compartilhado é  um texto que seria a opinião do Luis Fernando Veríssimo sobre essa edição do BBB . E é sempre o mesmo texto. E duvido ...

Capítulo 158 - Tentativa de assassinato

Caros amigos, vocês bem sabem que eu não tenho ar condicionado na minha casa . Contudo, essa jornada da minha vida através dos verões tropicais se tornou menos massacrante tendo ao meu lado um bom amigo ventilador.  Pelo menos era assim que eu o considerava... ... até descobrir seus planos malignos de tentar me matar de susto! A primeira vez foi ao me mudar de Niterói. Entrei com ele no elevador segurando-o em meu colo. Não fazia ideia de que ele tinha dificuldades de lidar com mudanças, de que as coisas precisavam ser mais vagarosas com ele. Nem ao menos me importei em perguntar se estava tudo bem para ele parar de soprar ares cariocas e começar a soprar ares paulistas. Fui relapsa, admito. Num golpe de desespero, meu amigo ventilador agarrou-se a sua última esperança deixando seu plug para fora do elevador, no décimo andar. Imaginem vocês o tamanho do meu susto ao ter o ventilador vigorosamente arrancado dos meus braços por uma força invisível e aparentemente inexplicável...

Capítulo 157 - Crise de riso

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Semana passada foi uma semana crítica pra mim. Ia defender minha dissertação de mestrado na terça e começar a dar aulas  na ESAMC na quarta. Já na segunda-feira, como de costume, meu corpo começou a me sacanear com os sinais típicos de estresse e níveis elevadíssimos de cortisol: bruxismo, má digestão, dor de barriga, insônia e oscilações bruscas de humor, indo de euforia à depressão, passando pela completa desesperança.  Eu disse "ia" porque minha defesa teve que ser adiada pra quinta-feira por motivos climáticos. Sim, motivos climáticos. O professor da minha banca que viria do Rio ficou preso no aeroporto devido a um nevoeiro. Mas o pior não foi o fato da defesa ter sido adiada. Pior mesmo foi ficar no "vai, não vai" por 6 horas. "Abriu o Santos Dumont!" "Fechou o Santos Dumont" "Realocaram pro Galeão" "Não tem vaga no vôo", etc. Me senti a própria Ana Bolena no final da segunda temporada do The Tudors, cuja decapitação...

Capítulo 156 - A cara e a tara

A maioria das mulheres acha excelente o fato de parecerem mais novas. Eu, no auge da minha rebeldia da adolescência, achava um incômodo sem precedentes ter que mostrar minha identidade pra comprar bebida aos 18 anos. Depois que tirei a carta de motorista, passei a sacá-la da minha carteira com a maior pompa assim como se dissesse: "Viu? Eu sou tão maior de 18 anos que já tenho até permissão pra conduzir!".  Depois dos 22 anos a brincadeirinha perdeu a graça e eu passei a ignorar as pessoas que duvidavam da minha maioridade, como por exemplo, um motorista da Auto Viação 1001 que quis que eu mostrasse a autorização dos pais pra viajar de Niterói para Macaé.  Tá bom.  Isso não se extinguiu completamente com o tempo e as pessoas continuavam a duvidar da minha idade. Quando eu me formei na faculdade, ao invés da carta de motorista eu passei a mostrar o CREA, pra ficar bem claro que eu não tenho apenas mais de 18 anos. Eu fiz um curso de engenharia, o que, segundo ...