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Mostrando postagens de 2009

Capítulo 87 - A graça do Réveillon. Qual é mesmo?

Eu sempre achei a festa de final de ano um pouco super estimada. E não venha me dizer que isso é conseqüência do fato do meu aniversário estar chegando e eu sempre ficar excepcionalmente ranzinza e chata até me acostumar com o fato de que envelheci mais um ano. Não é isso. Eu sempre achei mesmo que o Réveillon é super ultra mega estimado. As pessoas pagam 400, 500, 1000 reais (!!!) para passar uma noite num local aonde 90% das pessoas são completas desconhecidas que magicamente se amam e se desejam o que há de melhor umas para as outras a badalar de meia noite. Além disso, consomem bebidas e comidas que, se fossem consumidas em um lugar normal, a conta não passaria de 200 reais. Por que, sério, por que as pessoas comemoram tanto o Réveillon? Por que? Não vejo o menor sentido!!! Tá, tudo bem, legal, mudamos de ano. Renovação, resoluções que não se resolvem, pô, mas precisa fazer um show de fogos absurdo com música sincrozinada, milhões de reais gastos pra servir de pano de fundo ...

Capítulo 86 - Top 4 de piores filmes do universo

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Semana passada adicionei mais um filme ao Top 3, que agora é Top 4, de piores filmes da história do cinema: 2012. Mas antes de comentar sobre ele, vou discorrer sobre os 3 anteriores. 1 - Reencarnação, que agora se escreve Re-encarnação. Andréa bem que tentou me avisar sobre esse filme. Ela disse "Raquel, foi o pior filme que eu já vi na minha vida. Não veja! Nem de graça, porque mesmo assim ainda vai ser um tremendo desperdício de tempo!!". Mas apesar de todos os seus esforços, incentivada pelo tédio absoluto de Macaé num domingo, fui ver Reencarnação no Cine Macaé Shopping. Não valeu os 2 reais da entrada de estudante. Juro. Não valeu. A história é mais ou menos assim: começa com um cara correndo do Central Park. Ele tem um ataque cardíaco e morre. A viúva dele (Nicole Kidman) depois de alguns anos encontra-se noiva de outro cara. Um menino de por volta 10 anos aparece pra Nicole Kidman e se diz reencarnação do seu falecido marido. Ele sabe detalhes de suas vidas ínt...

Capítulo 85 - O apagão de 2009

Quando no apagão de 1999, confesso que fiquei um pouco frustrada por estar dormindo e nem suspeitar do que havia acontecido. Cheguei no colégio no dia seguinte e estava aquele alvoroço, todo mundo comentando o quão bizarro tinha sido, o estado inteiro apagado, etc, enquanto eu estava lá no meu décimo sono. Acho que uma das razões para eu não ter acordado foi que, provavelmente, não fazia o calor dos infernos que anda fazendo aqui pelo Rio de Janeiro essas semanas. Se fizesse, com certeza eu teria acordado 3 minutos após o desligamento do ar condicionado. Fato. Mas isso não vem ao caso. Hoje o nosso belíssimo e super eficiente sistema de energia me deu uma oportunidade de me redimir! Sou uma pessoa mais realizada agora que posso bradar ao mundo que estou aproveitando (no gerúndio pois a luz ainda não voltou - dêem Vivas ao laptop e à internet 3G) o apagão de 2009 em toda a sua plenitude. O apagão se deu quando eu estava no ônibus indo pra casa. Aqui no bairro ontem faltou luz ...

Capítulo 82 - A chuva como elemento modifcante de caráter

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Ainda falando sobre a chuva, quando ela cai sobre minhas duas maiores referências cotidianas (Macaé e Niterói) é certo de haver algo próximo de um pandemônio. Isso, graças ao excelente e super bem dimensionado e mantido sistema de drenagem que essas duas maravilhosas cidades ostentam. A minha rua aqui de Niterói ontem tinha até correnteza e, quando eu disse que enfiei a perna na água até o joelho, foi no mínimo trajeto carro-casa, que não deveria passar de 10 metros. E acho que eu não tive a oportunidade de contar a vocês, adoráveis leitores, da minha pequena aventura em Macaé nas férias de janeiro. Fui eu pra Macaé no meio das férias visitar meus pais que até então lá residiam. Como era verão, ao chegar em Casimiro caiu um toró daqueles de deixar Noé se sentindo um cara sortudo. Até aí nada de anormal. Nem mesmo o fato de ter entrado MUITA ÁGUA no ônibus era anormal, pra quem já viajou com BARATA no ônibus (aliás, qual é a dessas empresas de ônibus? Elas estacionam o ônibus no ...

Capítulo 81 - São Pedro fanfarrão

Hoje eu constatei que, além de Murphy, São Pedro também parece bem disposto a querer FODER A MINHA VIDA. Se você, assim como eu, também achava que pegar uma chuva torrencial na cabeça era um evento com tempo de retorno de aproximadamente 7 anos, se enganou feiamente e dimensionou muito mal o seu sistema. Não sei o que pode ser considerado um azar maior: pegar uma chuva de verão em pleno inverno no Sana (porque, aliás, aquele não é bem um lugar que se possa chamar de referência em coisa alguma) cheios de malas ou então pegar uma chuva de verão em plena primavera em Niterói voltando do francês de cabelo recém lavado, blusa branca e sem sombrinha. Pelo menos dessa vez uma alma caridosa de nome exótico me ofereceu uma carona, o que me proporcionou a oportunidade de chegar em casa apenas 89% molhada, tendo que enfiar a perna até a altura dos joelhos na água (leia-se esgoto) somente uma vez, reduzindo drasticamente o meu tempo de exposição a doenças como leptospirose e cólera. Aliá...

Capítulo 79 - Foi só pra falar mal

Eu sempre parto da filosofia de que não se pode criticar algo sem antes conhecer. Claro que essa filosofia não se aplica quando a coisa em questão é rabada, bailes funk, livros de auto-ajuda e, obviamente, cocô. Então eu, que nunca tinha acampado na minha vida, me vejo indo pro território mais alternativo do planeta (ou pelo menos do estado do Rio de Janeiro): o SANA. Pros que não sabem, o Sana é um lugar peculiar, aonde cerveja gelada é moeda de troca, é normal as pessoas sairem vestidas com as cortinas de casa, não pentear os cabelos durante um mês e palavras como "vibe" e "sintonia" são utilizadas com anormal abundância. Ou seja, é o maior reduto de bichos-grilo da nossa região (depois da EBA e do prédio da Letras). O primeiro erro dessa viagem foi acreditar na previsão do tempo. Aliás, não sei porque cargas d'água eu ainda continuo vendo essa bosta, já que o resultado é praticamente uma roleta russa, de qualquer maneira. O fato é que checamos no http://...

Capítulo 78 - A Odisseia da calça jeans

Não existe nada pior pra mim do que achar calças jeans que me sirvam. É por isso que eu uso as que tenho até elas rasgarem, descosturarem, desbotarem e/ou encardirem. Enfim, até elas ficarem inusáveis. A vontade que eu tenho quando acho uma calça boa é de comprar logo 5 e me poupar o trabalho nos próximos anos mas, como eu tenho muita sorte, normalmente só tem AQUELA calça na loja, sem irmãzinhas. Achar uma calça é tão difícil que eu já apelidei de "A Odisséia de Comprar Calças Jeans". Quando vejo que minhas calças estão quase inusáveis, já vem aquele sentimento de ansiedade: a pressão sobe, as pálpebras começam a se mexer espasmodicamente, o cabelo começa a cair. O que? Você acha exagero? Então eu vou tentar explicar um pouco o PESADELO que é essa época na minha vida. Existem 4 variáveis na hora de uma calça jeans servir em uma mulher: cintura, bunda, coxa e comprimento das pernas. A genética me facilitou um pouco o trabalho de achar calças que fiquem no comprimento cer...

Capítulo 77- Lei de Murphy-well?

Que Murphy se entitulou meu anjo da guarda, isso já é sabido. Mas acontecimentos estranhos ontem me levaram a crer que não apenas tenho Murphy ao meu lado em tempo integral, como ele ainda emite ondas eletromagnéticas! Vejam só, ontem no shopping a escala rolante, que funcionava sem nenhum problema, parou de funcionar quando eu subi nela! Não bastasse isso, ao chegar em casa, o monitor do meu laptop começou a piscar furtivamente e 2 horas depois a lâmpada da sala queimou. Coincidência? Eu acho que não.

Capítulo 76 - Quem não cola, não cola grau

Já dizia o ditado popular adaptado: "Quem não cola, não cola grau". Quando estava no colégio, eu achava que colar na faculdade era uma coisa absurda. Aliás, você está ali pra adquirir sua formação profissional e colar parece uma autossabotagem. Bom, é sabido que quando você está no colégio usualmente você é um imbecil que não sabe nada da vida e, obviamente, no primeiro período eu mudei totalmente o meu conceito a respeito de cola na faculdade. Eu percebi que as vezes ela se faz necessária sim, mas que isso definitivamente não vai te diminuir como profissional. Claro, se você passar em todas as matérias colando, você vai ser um bosta que não sabe nada a respeito de coisa alguma, mas se você não souber a fórmula de Manning de cabeça ou aquelas fórmulas absurdas de Probabilidade e Estatística, o máximo que você vai ser é um engenheiro com uma péssima memória. Muitos professores na engenharia já se tocaram dessa falha e fazem as provas com formulários ou até m...

Capítulo 75 - Cuidado. Frágil.

Tudo bem. Eu admito: eu sou uma pessoa extremamente desastrada. A começar pelo meu próprio corpo pois nunca tenho a noção exata de onde ele está e que espaço ocupa. Devido a isso, aquelas batidinhas com o osso do quadril em quinas assassinas e chutes acidentais em móveis que quase me deixam sem um dedinho já fazem parte do meu cotidiano. Aliás, foi num desses chutes que meu dedo do meio do pé direito sofreu um desvio de uns 20 graus. Mas, claro, Murphy sempre dá aquela ajudinha e tudo que tem que quebrar, quebra na minha mão. Hoje eu aumentei a minha lista de coisas quebradas no laboratório. O primeiro ítem dessa lista foi um picnômetro que eu fiz o favor de quebrar simplesmente no meu PRIMEIRO DIA DE TRABALHO, quando também descobri que um instrumento de laboratório poderia chegar à custar 500 reais. O segundo foi um becker e o terceiro uma proveta de 1 litro que caiu em câmera lenta enquanto minha mão se fechava vazia no ar. Ainda bem que eu não tive que pagar pelos instrument...

Capítulo 74 - O início do caso de amor com Murphy

Engraçado. Acho que nunca contei aqui no blog quando começou o meu casinho com Murphy. Como esse mês a sua mais famosa (na verdade única) lei fez 60 anos, vou celebrar com essa linda história de amor à primeira vista. 10 de Janeiro de 2004. Aeroporto do Galeão. Estava tudo certo, 3 aviões: Rio-SP, SP-Amsterdan, Amsterdan-Londres. Murphy me lança um olhar 43: o avião que me levaria do Rio a São Paulo estava vindo de Santa Catarina e se atrasou. Graças à nossa amada Varig, eu iria perder meus outros dois voos (que agora não tem mais acento). Esnobo Murphy: uma representante da Varig, ciente da minha situação e de outro moço (que faria o mesmíssimo trajeto) nos aloca em um voo direto Rio-Londres com escalas em São Paulo e Madri. "Que ótimo, mas olha, eu já fiz check-in no outro avião. Tem que transferir a minha bagagem também". "Mas é claro, senhora. A sua mala já esta sendo transferida." Lembrei-me também que os agentes da minha escola de lá deveriam ser avis...

Capítulo 73 - Jamais corra para pegar um ônibus

Algo me diz que eu não devo mais correr pra pegar o ônibus. A primeira vez que fui tomada pela euforia de ver um 998 via Linha Vermelha no ponto de ônibus, às 5 horas da tarde, com o ponto de ônibus simplesmente lotado de pessoas e nenhuma delas na fila do 998, vi-me numa corrida desenfreada com o amigo Marcelo. Quer dizer, seria desenfreada se eu não tivesse caído ridiculamente no canteiro no meio do caminho. Foi uma queda cinematográfica e quase em câmera lenta. Uma hora eu estava correndo em ritmo frenético, logo depois, pego-me pensando "Nossa! Tá demorando pro meu pé chegar no chão... Ué, cadê o chão? Porque a grama tá chegando perto desse jeito estranho?". Pronto. Estava caída, abraçando o mundo com um amor inigualável. Dei até uma roladinha no final. Lindo, cinematográfico e absurdamente constrangedor. Marcelo ajudou-me a levantar. Perguntou-me se eu estava bem. Mauro acenou preocupado ao longe. Eu estava bem. Eles obviamente morreram de rir. Levantei-me, não tive a...

Capítulo 72 - A problemática das filas e dos lugares

Se existe um tipo de ser humano que gosta de filas, esse tipo são os idosos. É inacreditável! O banco abre às 10 horas, mas às 8 já tá lá o pessoal de mais de 60 reclamando da demora e da falta de respeito com seus cabelos brancos. Nós, seres humanos que não gostamos de fila, ao chegar às 10 pras 10 no local, já somos o nonagésimo terceiro a sermos atendidos. Felizmente, a lei dos idosos taí pra dar uma forcinha também pra outra parcela da população em algumas ocasiões. Infelizmente, ainda assim as filas não são apenas uma realidade, mas uma certeza do dia-a-dia das pessoas de todas as idades. É fila pra tirar sangue, fila pra usar o banheiro, fila pra fazer as compras no supermercado, fila pra assistir um filme no cinema, fila pra comer nos restaurantes. Mas é nesses últimos que podemos observar o pior aspecto da fila: o instinto brasileiro de guardar lugar. É só ver as proporções kilométricas que a perspectiva de horas esperando pra comer mexe com a personalidade das pessoas. O...

Capítulo 71 - Aventuras em Arraial do Cabo

Eu e Rafael temos um dom pra nos meter em perrengue. Parece que o universo conspira pra dificultar as coisas pra gente sempre que nós pensamos em fazer algo diferente (Vide Capítulo 48 ). Para variar o ambiente no carnaval, eu e Rafa saímos de Cabo Frio e demos uma passadinha em Arraial do Cabo para visitar os amigos de Macaé. A amiga Nah já havia avisado que o condomínio onde eles estavam, que ficava num bairro chamado Pontal do Atalaia, era longe e tinha dado 20 reais de taxi partindo do centro da cidade. Eu e Rafael, com nosso espírito aventureiro (leia-se pão duro) partimos a pé do centro da cidade para economizar o máximo de dinheiro com taxi. Chegamos a um local com umas cancelas escrito "Pontal do Atalaia". Beleza! É aqui! Viu? 20 reais de taxi pra andar meia horinha? Eu não pago mesmo! Ok, vamos perguntar aonde fica o tal Condomínio Aldeia dos Anjos. - Com licença, o senhor poderia me informar aonde fica o Condomínio Aldeia dos Anjos? - O Aldeia? Iiiiiih, fica...

Capítulo 70 - Caindo no ostracismo

Que a televisão brasileira é um reduto de gente velha e que já deveria ter se aposentado faz tempo, aaah, isso todo mundo sabe. É só sentar em frente à telinha um pouquinho. Faustão, Xuxa, Sérgio Chapelin, Cid Moreira, Renato Aragão, Léo Baptista. Todo ano ainda somos super homenageados com o especial do Roberto Carlos. Eu já escrevi sobre isso uma vez aqui no blog, mas isso continua me emputecendo. Vou ter que dispensar um tempo maior pra poder me realizar. Sério, quem aqui acha graça do Didi? Aquele programa dominical dele tem o papel inverso de Malhação. Malhação é de onde saem os artistas novos, que um dia vão ser promovidos às novelas de horário nobre (ou não); Já A Turma do Didi é o LIXO da Globo aonde todos os artistas falidos vão arranjar uma boquinha. Jacaré! Kléber Bam-Bam! O próprio Didi e o Dedé! Pelamor.. Agora, quem não está totalmente falido pode tentar dar uma subidinha na carreira fazendo uma participação especial do programa Altas Horas. O Sérginho é um cara bem ...