Capítulo 75 - Cuidado. Frágil.
Tudo bem. Eu admito: eu sou uma pessoa extremamente desastrada. A começar pelo meu próprio corpo pois nunca tenho a noção exata de onde ele está e que espaço ocupa. Devido a isso, aquelas batidinhas com o osso do quadril em quinas assassinas e chutes acidentais em móveis que quase me deixam sem um dedinho já fazem parte do meu cotidiano. Aliás, foi num desses chutes que meu dedo do meio do pé direito sofreu um desvio de uns 20 graus.
Mas, claro, Murphy sempre dá aquela ajudinha e tudo que tem que quebrar, quebra na minha mão. Hoje eu aumentei a minha lista de coisas quebradas no laboratório.
O primeiro ítem dessa lista foi um picnômetro que eu fiz o favor de quebrar simplesmente no meu PRIMEIRO DIA DE TRABALHO, quando também descobri que um instrumento de laboratório poderia chegar à custar 500 reais. O segundo foi um becker e o terceiro uma proveta de 1 litro que caiu em câmera lenta enquanto minha mão se fechava vazia no ar. Ainda bem que eu não tive que pagar pelos instrumentos, senão tava pagando até hoje com essa bolsa sem vergonha que eu ganho do CNPq.
Hoje eu fui abrir o armário 4 pra pegar qualquer coisa por lá. Enfiei a chave na fechadura, girei e nada. Girei de novo. Nada. Conferi. Armário 4. Chave do armário 4. Girei de novo. A chave girou em vazio. Merda. Quebrei a chave.
Tentei dar aquele tranco. Nada. Chamei uma ajuda que pelo menos conseguiu fazer a chave abrir o armário. Tentei arrancar a chave do armário. Quebrei o chaveiro. Ponto pra Raquel. Além disso ainda abri um buraco no meu dedo.
Olhei pro relógio: 15h00. Sexta-feira. Engarrafamento ou salvar nosso laboratório de possíveis ladrões de instrumentos?
Difícil de responder... Como se fosse o sonho de alguém realizar ensaios de densidade real dos grãos em casa, né?
Mas, claro, Murphy sempre dá aquela ajudinha e tudo que tem que quebrar, quebra na minha mão. Hoje eu aumentei a minha lista de coisas quebradas no laboratório.
O primeiro ítem dessa lista foi um picnômetro que eu fiz o favor de quebrar simplesmente no meu PRIMEIRO DIA DE TRABALHO, quando também descobri que um instrumento de laboratório poderia chegar à custar 500 reais. O segundo foi um becker e o terceiro uma proveta de 1 litro que caiu em câmera lenta enquanto minha mão se fechava vazia no ar. Ainda bem que eu não tive que pagar pelos instrumentos, senão tava pagando até hoje com essa bolsa sem vergonha que eu ganho do CNPq.
Hoje eu fui abrir o armário 4 pra pegar qualquer coisa por lá. Enfiei a chave na fechadura, girei e nada. Girei de novo. Nada. Conferi. Armário 4. Chave do armário 4. Girei de novo. A chave girou em vazio. Merda. Quebrei a chave.
Tentei dar aquele tranco. Nada. Chamei uma ajuda que pelo menos conseguiu fazer a chave abrir o armário. Tentei arrancar a chave do armário. Quebrei o chaveiro. Ponto pra Raquel. Além disso ainda abri um buraco no meu dedo.
Olhei pro relógio: 15h00. Sexta-feira. Engarrafamento ou salvar nosso laboratório de possíveis ladrões de instrumentos?
Difícil de responder... Como se fosse o sonho de alguém realizar ensaios de densidade real dos grãos em casa, né?
Comentários
Não posso mais falar - tenho que ir correndo lá no Fundão, já volto ;)
Densidade grãos eu não sei, mas alguém pode roubar para vender todos os equipamentos de 500 reais. É claro que, se o ladrão souber tanto quanto eu sobre essas coisas, ele corre o risco de sair cheio de tubo de ensaio sem valor nenhum.
Se você for na geotecnia vai receber a informação de que os ICs Igor, Rafael, Carol e Paola foram responsáveis por botar fogo em uma estufa. É mentira. Apesar de nós termos sido os únicos a mexer nela e de eu ter tampado um buraco em cima dela com um isopor pra pendurar um termômetro, o técnico disse que ela estava com problema no termostato e queimaria de qualquer maneira.
Apesar de inocentados, mantivemos a fama e o apelido de ICndiários.