Capítulo 79 - Foi só pra falar mal
Eu sempre parto da filosofia de que não se pode criticar algo sem antes conhecer. Claro que essa filosofia não se aplica quando a coisa em questão é rabada, bailes funk, livros de auto-ajuda e, obviamente, cocô. Então eu, que nunca tinha acampado na minha vida, me vejo indo pro território mais alternativo do planeta (ou pelo menos do estado do Rio de Janeiro): o SANA.
Pros que não sabem, o Sana é um lugar peculiar, aonde cerveja gelada é moeda de troca, é normal as pessoas sairem vestidas com as cortinas de casa, não pentear os cabelos durante um mês e palavras como "vibe" e "sintonia" são utilizadas com anormal abundância. Ou seja, é o maior reduto de bichos-grilo da nossa região (depois da EBA e do prédio da Letras).
O primeiro erro dessa viagem foi acreditar na previsão do tempo. Aliás, não sei porque cargas d'água eu ainda continuo vendo essa bosta, já que o resultado é praticamente uma roleta russa, de qualquer maneira. O fato é que checamos no http://www.climatempo.com.br/ e estava lá escrito que ia fazer mínima de 14 e máxima de 19.
Uau, vai estar frio. Melhor levar um pijama de frio e duas calças. O shortinho eu vou levar só um, até porque eu não acredito muito na previsão do tempo, né, vai que faz sol? Chegando lá, no calor absurdo que fazia, nos primeiros 10 minutos de Sana, sujo o meu único short com chocolate e fico parecendo que estou cagada o resto da viagem, porque aliás, fez CALOR o resto da viagem!
Além do frio, a previsão ainda dizia chuva. Muita chuva. Mas meu espírito pão-duro (o mesmo que me colocou na BR-101 às 11 da noite em Paraty) me forçou a acreditar na eficiência da impermeabilidade da barraca e me impediu de gastar 20 reais numa lona. Não sei se felizmente ou infelizmente, mas de noite não choveu absolutamente nada.
Quando de manhã, depois de acordar às 7 horas da matina deitados no chão e constatar que o colchão estava furado, pendurei a toalha molhada na barraca e percebi que algumas gotinhas passavam pro lado de dentro. Nossa, que sorte que não choveu de noite. Imagine só acordar encharcada?
Pois é, caros leitores, teria sido, sim, uma enorme sorte se toda a chuva que não choveu de noite não resolvesse despencar sobre nossas cabeças no EXATO minuto que decidimos desmontar a barraca. E nós, que nunca tínhamos sequer montado uma barraca sozinhos, tivemos que desmontá-la embaixo de uma chuva torrencial e guardá-la naquele saquinho absurdamente pequeno em que ela veio. Foi nessa hora que eu desacreditei totalmente na Lei da Conservação da Massa, porque parece que a barraca cresceu uns 30 metros quadrados da noite pro dia e não coube mas nem a cacete dentro da porra da sacolinha.
30 mochilas nas costas, totalmente encharcados, ainda chovendo torrencialmente, vamos pra pracinha pegar a van pra Casimiro de Abreu, porque pra completar, não estávamos de carro. Ao chegar na pracinha, passa uma van. Será que é aquela?
Inacreditavelmente, mais rápido do que o desaparecimento de brindes em frente ao Bay Market na hora do rush, a van completou-se. Não é exagero, foi papo de 3 segundos. E claro que a outra van só ia demorar mais uma hora, o que era ótimo, visto que nossas passagens de Casimiro pra Niterói já estavam compradas. Duas vezes, aliás.
Quando a outra van chegou, o motorista ainda resolveu que só ia sair se completasse a van, o que nos deixou ainda mais sossegados. Cidade pequena é ótimo, né?! É muito bom ter a garantia de que o serviço com o qual você conta vai ser prestado invariavelmente. É bom porque dá pra gente se programar direitinho.
Acabou que no final ele saiu com 2 vagas ainda. Chegamos em Casimiro ainda a tempo de trocar nossas roupas encharcadas por roupas apenas muito molhadas e pegar nosso ônibus pra Niterói.
Chegamos em Niterói, resolvemos o problema com as passagens duplicadas, fomos pra casa, lavamos a barraca, comemos, lavamos e secamos a roupa e fomos dormir umas 4 da manhã... O dia mais longo da minha vida! Não é à toa que dizem que no Sana o mundo gira mais devagaaaar....
Pros que não sabem, o Sana é um lugar peculiar, aonde cerveja gelada é moeda de troca, é normal as pessoas sairem vestidas com as cortinas de casa, não pentear os cabelos durante um mês e palavras como "vibe" e "sintonia" são utilizadas com anormal abundância. Ou seja, é o maior reduto de bichos-grilo da nossa região (depois da EBA e do prédio da Letras).
O primeiro erro dessa viagem foi acreditar na previsão do tempo. Aliás, não sei porque cargas d'água eu ainda continuo vendo essa bosta, já que o resultado é praticamente uma roleta russa, de qualquer maneira. O fato é que checamos no http://www.climatempo.com.br/ e estava lá escrito que ia fazer mínima de 14 e máxima de 19.
Uau, vai estar frio. Melhor levar um pijama de frio e duas calças. O shortinho eu vou levar só um, até porque eu não acredito muito na previsão do tempo, né, vai que faz sol? Chegando lá, no calor absurdo que fazia, nos primeiros 10 minutos de Sana, sujo o meu único short com chocolate e fico parecendo que estou cagada o resto da viagem, porque aliás, fez CALOR o resto da viagem!
Além do frio, a previsão ainda dizia chuva. Muita chuva. Mas meu espírito pão-duro (o mesmo que me colocou na BR-101 às 11 da noite em Paraty) me forçou a acreditar na eficiência da impermeabilidade da barraca e me impediu de gastar 20 reais numa lona. Não sei se felizmente ou infelizmente, mas de noite não choveu absolutamente nada.
Quando de manhã, depois de acordar às 7 horas da matina deitados no chão e constatar que o colchão estava furado, pendurei a toalha molhada na barraca e percebi que algumas gotinhas passavam pro lado de dentro. Nossa, que sorte que não choveu de noite. Imagine só acordar encharcada?
Pois é, caros leitores, teria sido, sim, uma enorme sorte se toda a chuva que não choveu de noite não resolvesse despencar sobre nossas cabeças no EXATO minuto que decidimos desmontar a barraca. E nós, que nunca tínhamos sequer montado uma barraca sozinhos, tivemos que desmontá-la embaixo de uma chuva torrencial e guardá-la naquele saquinho absurdamente pequeno em que ela veio. Foi nessa hora que eu desacreditei totalmente na Lei da Conservação da Massa, porque parece que a barraca cresceu uns 30 metros quadrados da noite pro dia e não coube mas nem a cacete dentro da porra da sacolinha.
30 mochilas nas costas, totalmente encharcados, ainda chovendo torrencialmente, vamos pra pracinha pegar a van pra Casimiro de Abreu, porque pra completar, não estávamos de carro. Ao chegar na pracinha, passa uma van. Será que é aquela?
Inacreditavelmente, mais rápido do que o desaparecimento de brindes em frente ao Bay Market na hora do rush, a van completou-se. Não é exagero, foi papo de 3 segundos. E claro que a outra van só ia demorar mais uma hora, o que era ótimo, visto que nossas passagens de Casimiro pra Niterói já estavam compradas. Duas vezes, aliás.
Quando a outra van chegou, o motorista ainda resolveu que só ia sair se completasse a van, o que nos deixou ainda mais sossegados. Cidade pequena é ótimo, né?! É muito bom ter a garantia de que o serviço com o qual você conta vai ser prestado invariavelmente. É bom porque dá pra gente se programar direitinho.
Acabou que no final ele saiu com 2 vagas ainda. Chegamos em Casimiro ainda a tempo de trocar nossas roupas encharcadas por roupas apenas muito molhadas e pegar nosso ônibus pra Niterói.
Chegamos em Niterói, resolvemos o problema com as passagens duplicadas, fomos pra casa, lavamos a barraca, comemos, lavamos e secamos a roupa e fomos dormir umas 4 da manhã... O dia mais longo da minha vida! Não é à toa que dizem que no Sana o mundo gira mais devagaaaar....
Comentários
Deram mole...prei!
O metro quadrado do plástico preto que nós combramos foi R$2,50!!! Ou seja, protegemos nossa barraca =] Eu avisei para comprar!!!!!
E quanto a chuva...quem mandou sairem aquela hora?? Depois parou!!! E acabou a luz! huauhauhauhuahuhauh
Tenho mais comentários sobre a questão de relatividade do tempo, assista uma aula dá Glória de 15-17 q vc saberá o q é o mundo relmente girar lentamente, 2h parecem ser uns 5 dias no mínimo...
Ahhh e pra vc ver previsão do tempo
http://www.accuweather.com/
Eu prefiro esse do que o climatempo...
Bjoks
O problema disso tudo não é a Raquel ter se dado mal - isso já é fato corriqueiro. Estranho foi um grupo de pessoas, aparentemente conhecendo a Raquel, ter aceitado ir com ela para um lugar onde qualquer coisa poderia dar errado. Eu pularia fora! ;)
Se tratando da Raquel, eu já imaginaria como seria a viagem e teria levado vários shorts, calças, lonas e tudo mais que pudesse dar errado. Mas pelo menos (ou não) você já foi ao Sana. Eu acho que fui quando era muito pequena e não me lembro.
Comentário do Igor muito bom!
Ae Raquel, gostei do blog...
Sempre que vc me avisar que tem comentário novo eu venho ler pra tirar um sarro de você hahahaha
Oh, e lembre-se de O Segredo...vc atrai para si o que pensa... :p