Capítulo 102 - Self-fucking-service

Quem trabalha e/ou estuda longe de casa e não tem dinheiro pra comer comida gourmet todos os dias, fica dependente da faca de dois gumes que é o Restaurante Self-service. Faca de dois gumes porque é uma alternativa onde você tem a impressão que escolhe o que come e pode ser relativamente rápido e barato. Por outro lado, se você chegar depois da hora do rush vai comer só comida fria, mexida e rejeitada pelos outros.

Adicionado a tudo isso, em alguns restaurantes, parece não haver uma direção predominante da fila. Isso acontece principalmente naqueles onde são ilhas de comidas e as comidas são diferentes em casa lado, aí o pessoal não sabe se se divide pros lados, se dá a volta no sentido horário ou anti-horário, aí ficam se esbarrando de frente e pensando "bando de idiotas na contra-mão". Algumas pessoas ainda fazem questão de olhar dos dois lados quando a comida É igual e outro grupo se limita a entrar na fila somente pra pegar o que quer e sair. Ou seja, o fluxo nos restaurantes self-service é quase tão anárquico quanto o trânsito no Brasil em época de Copa ou de chuvas.

Sugiro neste post, portanto, o revolucionário sistema de Self-service ao inverso onde as comidas passariam pelos fregueses numa velocidade razoável (aproximadamente 0,25 m/sec). Além de evitar o problema do fluxo em torno das ilhas de comida, não alimentaria aquele vício irritante das pessoas de escolher as batatas-fritas UMA POR UMA (aaah, essa tá muito queimadinha, essa tá muito molenga, essa tá muito grande, essa tá muito pequena). É mais ou menos assim: "Decide logo se vai comer essa droga, bróder, que a comida tá passando e não vai parar não!".

Com certeza tornaria o almoço de muitas pessoas muito mais dinâmico e menos estressante. Fica a dica.

Comentários

Luiz Fernando disse…
fiquei imaginando agora essa inovacao... e lembrei que ja tinha visto antes... Mini game do pokemom stadium pra n64... ficava a comida andando na esteira e vc tinha que pegar as melhores com a lingua.. lembra???? ou foi nerdisse demais esse comentario?

entao uma analogia mais cult.. Charles Chaplin em Luzes na Cidade na linha de producao em plena revolucao industrial.. ja to vendo o babaca querendo catar as batatinhas andando gerando um dominó humano!
Felipe disse…
Sabe... já existe esse sistema. Mas eu só vi aplicado a rodízios até hoje.
Mas eu me irrito muito com quem resolve pegar uma batata de cada vez, ou separar toda a cenoura da beterraba, ou perde 5 minutos perguntando pro cara do churrasco como está CADA carne que o boi já inventou. (fora as do porco)
Fred disse…
Sei não, se a comida fosse assim eu ficaria correndo atras da esteira, imagina ter que esperar 20min pra aquele prato que você queria chegasse. No final o melhor mesmo é o bom e velho menu.

Pena que costuma ser caro e você também não escolhe a quantidade ideal que nem num self service...
Alexandre disse…
Acho muito autoritário. Sou do tipo que vai direto no que eu quero. Não existe fila pra se servir em self-service.
Existe um restaurante japonês no centro do Rio que usa um sistema desse. No final, cada prato tem uma etiqueta que diz o preço do que você consumiu. Só nunca tive coragem de almoçar nele, prefiro chegar cedo nos se-service!
Ronaldo disse…
Achei sensacional a ideia! Seria de ótima aplicação nos restaurantes! Sem filas, sem demora, mas acredito que com um pouquinho mais de competição e adrenalina.

Não posso deixar de lembrar de um filme, no qual há um sistema parecido: a comida chega às pessoas do balcão por um sistema de esteiras. Mas é claro que, o
Mr. Bean, prende sua gravata nela e vai se arrastando pelo balcão desesperadamente, derrubando todos os pratos dos clientes

Fatalmente veriamos situações como essas no Jornal Nacional. Hahaa
Diogo Fujimoto disse…
Uma amiga sua citou acima e isso realmente tem no Japão rs. Mas lá é um país de primeiro mundo, com pessoas educadas quem não querem tirar vantagens um do outro o tempo todo rs, logo vou pensar mas isso daria errado aqui uhauah
Natália Valli disse…
uhaieuhaieuhaeiuhaeiuhaeiuhaeiuheaiuhaeiaeuhiuhaeihaeiaheiuhaeiuhae!!!
Qual o problema de escolher as batatas que eu quero comer?!?!! Eu einh..."tô pagaaaaando" hahaha!!!
Maaaaasss....essas pessoas que andam aleatoriamente na fila me irriiiiitaaaaaam
Cler disse…
Cara... Isso me lembrou algo! Sou viciada de comida japa, logo, tbm tenho amigos iguais a mim. Muitos restaurantes têm esse esquema aí, da comida papa-léguas... Certo dia, minha amiga foi pra um rodízio japa qqr e se deparou com a tal esteira de comida. Cada especiaria estava em um pratinho, só que em porções de 1 pessoa, ou seja, se você quisesse algum tipo de peixe, teria que pegar o pratinho que ficava na esteira pra comer. Adivinha o que ela fez... rsrs Ficou que nem uma louca tentando pegar os pequenos pedaços de dentro do prato, enquanto a esteira ia andando e ela não conseguia pegar a tempo. Conclusão: muuuuuita comida caída no balcão... uhauhauhauhauha
Ngm merece!
Caco disse…
A parada é viver de luz!! A alimentação do futuro!
Vc fica magrinho, preparado pro verão, e ainda nao se estressa nessas filas e td mais.Coma no jantar...na calma de sua casa, no prazer da companhia de seus entes e queridos.Você verá q a comida ficará mt mais saborosa.E se tds fizerem o mesmo, o preço dos restaurantes ainda vai reduzir, o q aliar-se-á (isso existe?) aos beneficios outros da luz.E tenho dito.
Carol Jardim disse…
Concordo com a confusão do self service, eu fico pingando de prateleira em prateleira quando não tem ordem específica. Para completar, o que eu mais odeio de comida a quilo é que o meu prato sempre vira uma loucura, com um monte de coisa que eu NUNCA pediria à la carte e que não combinam entre si! No final eu como meio prato e sobra o resto todo, mas um dia eu aprendo!

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