Capítulo 160 - Desculpas e excusas
Eu sei. Faz tempo que eu não dou as caras por aqui. Mas não pensem que do dia pra noite me tornei uma mãe relapsa e sem escrúpulos que abandonou seu filho mais querido nas masmorras do esquecimento. É só que é mais complicado ter história pra contar quando você está desempregada em casa há 4 meses entrando e saindo de diferentes quadros de depressão.
Sim, você leu direito. Por mais incrível que possa parecer, uma engenheira civil com mestrado em geotecnia está tendo dificuldades em arrumar um emprego nesse cenário brasileiro da construção civil hiper aquecido. Já mandei meu currículo pra umas 30 empresas, fui chamada para algumas entrevistas e nada. Estou começando a achar que tenho crises de Transtorno Bipolar associado à Síndrome de Tourette e algum quadro patológico de memória nas entrevistas. Num momento, devo xingar, bater, humilhar meus entrevistadores e, logo em seguida, agir como se nada tivesse acontecido e sair de lá com a sensação de dever cumprido, porque eu sinceramente não me recordo de falar ou fazer nada absurdo pra não ser chamada.
Para os que trabalham muito, ficar 4 meses em casa parece um tipo de sonho dourado, umas férias prolongadíssimas, onde todas as pendências seriam resolvidas, você iria ficar na melhor forma, super informado, antenado, todo dia haveria algo pra fazer e finalmente aquela lâmpada do corredor que pisca incessantemente desde que você se mudou pro apartamento a 2 anos atrás seria trocada. Mas não é bem assim. É quase como alguém que se muda pra Paris, por exemplo. No primeiro mês você se encanta todas as vezes que vê a Torre Eiffel. Depois disso, passa a ser o Cristo Redentor, pra nós cariocas. Um ponto de referência geográfico.
As pessoas se acostumam com a nova realidade e passam a aproveitar menos. Vira corriqueiro. Os dias vão se tornando cada vez mais iguais. De repente você acorda e já se passaram 4 meses, você não terminou de ler o livro que começou em fevereiro, se contenta com os filmes que passam na Sessão da Tarde e seu desejo mais latente é que aconteça algo extraordinário que te tire da monotonia, que tudo isso acabe o mais rápido possível e que você vire uma workahollic do tipo que sai de casa segunda e volta só na sexta a noite.
Enquanto isso não acontece... continuo eu enviando CVs, fazendo entrevistas e, prometo, tentado escrever mais no blog.
Para os que trabalham muito, ficar 4 meses em casa parece um tipo de sonho dourado, umas férias prolongadíssimas, onde todas as pendências seriam resolvidas, você iria ficar na melhor forma, super informado, antenado, todo dia haveria algo pra fazer e finalmente aquela lâmpada do corredor que pisca incessantemente desde que você se mudou pro apartamento a 2 anos atrás seria trocada. Mas não é bem assim. É quase como alguém que se muda pra Paris, por exemplo. No primeiro mês você se encanta todas as vezes que vê a Torre Eiffel. Depois disso, passa a ser o Cristo Redentor, pra nós cariocas. Um ponto de referência geográfico.
As pessoas se acostumam com a nova realidade e passam a aproveitar menos. Vira corriqueiro. Os dias vão se tornando cada vez mais iguais. De repente você acorda e já se passaram 4 meses, você não terminou de ler o livro que começou em fevereiro, se contenta com os filmes que passam na Sessão da Tarde e seu desejo mais latente é que aconteça algo extraordinário que te tire da monotonia, que tudo isso acabe o mais rápido possível e que você vire uma workahollic do tipo que sai de casa segunda e volta só na sexta a noite.
Enquanto isso não acontece... continuo eu enviando CVs, fazendo entrevistas e, prometo, tentado escrever mais no blog.
Comentários
foco, calma e fé... no final, tudo dá certo ;)
Desde o início do ano até o final de abril arrastei 120 horas-aula, prometendo a mim mesma que abandonaria a vida indecente (docente) na primeira oportunidade.Foi o que fiz. Como você, pensei que seria muito fácil encontrar outra porta, já que título não é o meu (nosso) problema.
Acontece que não existe neste país uma empresa disposta a oferecer uma vaga que garanta as condições mínimas de sobrevivência! Salário bruto de R$800 é o que prometem por aqui! Dá para acreditar?
No início do mês, recusei algumas oportunidades por conta da carga horária extensa e do salário baixo... Agora, comecei (levemente)a pensar se não teria sido melhor garantir os 800 do que ficar em casa chupando mexerica...rsrs
Refletindo melhor, acho que merecemos coisa melhor!
Não desista! Continue enviando seu currículo e batendo!
Como dizia meu avô: quem procura, um dia acha!
Bjs
http://br.financas.yahoo.com/noticias/10-cargos-sobram-vagas-brasil-144900738.html
Sempre olho essas coisas pra saber como anda a minha profissão no mercado. Não sei se é ironia do destino (acho que é de Murphy), mas o número 6 é...
Então... O mercado tá aquecido, mas ele é bipolar. Ora tem, ora não tem, e mais parece uma bolsa de valores.
O que você tem que fazer é não desistir. Mas acho que isso você já tá fazendo, né?
Parafraseando 'Cócegas', te falo: quando você menos esperar, pinta! E paro a frase por aí... rs
Daqui a pouco você estará mais rica que todos nós. Acredite!
Bj ;)