Capítulo 167 - A merda da pró-atividade
Foi comprovado por meio de uma pesquisa com 26 anos e 8 meses de duração que a competência e a pró-atividade foram inversa-proporcionalmente distribuídas pelas pessoas comuns do mundo: nós. Quando calha de uma pessoa competente ser pró-ativa é um acontecimento; quando uma pró-ativa é competente, é uma bênção; quando uma pessoa incompetente é simplesmente desprovida da capacidade de tomar uma ação por si própria, aí, meu bem, é um milagre!
Um exemplar do tipo incompetente e pró-ativo faz faxina na minha casa de 15 em 15 dias. Obviamente, todo o relacionamento, inclusive o seu com a sua faxineira, leva um tempo para entrar nos eixos e os envolvidos compreenderem as "regras". Porém, não sei em qual parte do "faça faxina no meu apartamento" se enquadrou a regra "alimente o meu cachorro até ele quase explodir".
Depois do primeiro dia de faxina, eu cheguei em casa e fui recebida por um leitão pronto pro abate e não por um cachorro. A Kiwi veio ROLANDO ao meu encontro. Estava tão gorda que abanar o rabo já era atividade física suficiente para ela arfar e, pra dar uma volta em torno de si própria ela demorava, em média, 27 segundos.
Ela estava IMENSA, com a barriga redonda e dura.
Agradeço infinitamente por ela, no meio de toda essa pró-atividade que surgiu não sei de onde, ter se dado ao trabalho de procurar e esvaziar completamente o pote de ração da Kiwi (que continha ração para alimentá-la tranquilamente por 3 dias) e não ter dado o miojo sabor picanha que ela comeu no almoço. Mas não precisava ter procurado TAMBÉM o saco fechado de ração, aberto com uma chave e dado mais um pouco.
Ela deu MUITA comida pra Kiwi.
Eu calmamente falei pra ela ao telefone que ela não precisava dar comida pra cachorra, pois ela tinha uma alimentação controlada devido a sua propensão à obesidade, e tocamos em frente. "Foi ingenuidade", pensei. "Ela ficou com dó da cachorrinha".
Tudo isso fazia sentido.
Daí ela começou a fazer umas coisas que começaram a questionar não a parte da pró-atividade, mas sim a outra, a da competência.
Um exemplar do tipo incompetente e pró-ativo faz faxina na minha casa de 15 em 15 dias. Obviamente, todo o relacionamento, inclusive o seu com a sua faxineira, leva um tempo para entrar nos eixos e os envolvidos compreenderem as "regras". Porém, não sei em qual parte do "faça faxina no meu apartamento" se enquadrou a regra "alimente o meu cachorro até ele quase explodir".
Depois do primeiro dia de faxina, eu cheguei em casa e fui recebida por um leitão pronto pro abate e não por um cachorro. A Kiwi veio ROLANDO ao meu encontro. Estava tão gorda que abanar o rabo já era atividade física suficiente para ela arfar e, pra dar uma volta em torno de si própria ela demorava, em média, 27 segundos.
Ela estava IMENSA, com a barriga redonda e dura.
Agradeço infinitamente por ela, no meio de toda essa pró-atividade que surgiu não sei de onde, ter se dado ao trabalho de procurar e esvaziar completamente o pote de ração da Kiwi (que continha ração para alimentá-la tranquilamente por 3 dias) e não ter dado o miojo sabor picanha que ela comeu no almoço. Mas não precisava ter procurado TAMBÉM o saco fechado de ração, aberto com uma chave e dado mais um pouco.
Ela deu MUITA comida pra Kiwi.
Eu calmamente falei pra ela ao telefone que ela não precisava dar comida pra cachorra, pois ela tinha uma alimentação controlada devido a sua propensão à obesidade, e tocamos em frente. "Foi ingenuidade", pensei. "Ela ficou com dó da cachorrinha".
Tudo isso fazia sentido.
Daí ela começou a fazer umas coisas que começaram a questionar não a parte da pró-atividade, mas sim a outra, a da competência.
1 - Empilhou diversas coisas, como o carrinho de compras e uma mala, em cima da minha caixa de COPOS DE VIDRO (ainda estou sem armários na cozinha).
2 - Colocou uma caixa de produtos de limpeza em cima das minhas plantinhas e quebrou TODAS as minha suculentas.
3 - Deixou o saco de lixo da cozinha em cima da louça lavada, me obrigando a lavar tudo novamente.
Ok.
1 - Ela se distraiu e não percebeu que todos aqueles objetos embalados em jornal poderiam ser frágeis.
2 - Ela se distraiu novamente e não percebeu que as plantinhas são frágeis.
3 - Ela se distraiu MUITO e não percebeu que o lixo não deveria ser colocado em cima dos objetos que a gente usa pra comer e por na boca.... Ah, não! Isso não dá!
Depois dessa última eu já fiquei puta da vida com o fato de uma faxineira não prestar atenção nessas coisas, assim, de HIGIENE e tal, aliás, esse é o serviço dela. Mas o que aconteceu ontem foi "pracabá" com o bom humor do mês de Setembro, que nem começou ainda.
Ela costuma ir na minha casa às terças-feiras, uma semana sim, outra não. Semana passada, na segunda-feira, eu liguei pra ela pra confirmar que o dia seguinte seria dia de faxina. Essa semana era a "semana não", logo, eu não liguei pra ela.
Vocês acreditam que a dita cuja me ligou pra perguntar se era pra ela ir... À MEIA NOITE E MEIA???
Não, eu não estou brincando. EU TENHO PROVAS!!!
2 - Colocou uma caixa de produtos de limpeza em cima das minhas plantinhas e quebrou TODAS as minha suculentas.
3 - Deixou o saco de lixo da cozinha em cima da louça lavada, me obrigando a lavar tudo novamente.
Ok.
1 - Ela se distraiu e não percebeu que todos aqueles objetos embalados em jornal poderiam ser frágeis.
2 - Ela se distraiu novamente e não percebeu que as plantinhas são frágeis.
3 - Ela se distraiu MUITO e não percebeu que o lixo não deveria ser colocado em cima dos objetos que a gente usa pra comer e por na boca.... Ah, não! Isso não dá!
Depois dessa última eu já fiquei puta da vida com o fato de uma faxineira não prestar atenção nessas coisas, assim, de HIGIENE e tal, aliás, esse é o serviço dela. Mas o que aconteceu ontem foi "pracabá" com o bom humor do mês de Setembro, que nem começou ainda.
Ela costuma ir na minha casa às terças-feiras, uma semana sim, outra não. Semana passada, na segunda-feira, eu liguei pra ela pra confirmar que o dia seguinte seria dia de faxina. Essa semana era a "semana não", logo, eu não liguei pra ela.
Vocês acreditam que a dita cuja me ligou pra perguntar se era pra ela ir... À MEIA NOITE E MEIA???
Não, eu não estou brincando. EU TENHO PROVAS!!!
E ela não ligou apenas uma vez, ela ligou DUAS que era pra ter certeza de que ia me acordar de madrugada.
Nesse instante eu comecei a questionar não a competência, mas a sanidade mental desse indivíduo.
Quem em sã consciência liga MEIA NOITE E MEIA pra saber se é pra fazer faxina no dia seguinte? Isso é normal nos dias de hoje e eu estou desatualizada com as novas tendências? Ou essa mulher é doida de pedra?
Vocês podem me ajudar a desvendar esse mistério da natureza, que põe em xeque a teoria de Darwin?

Comentários
Já aconteceu lá em casa duma faxineira, inclusive ajudante da cozinha de algum restaurante do Proença, ser flagrada passando arroz duma panela para um tupperware com a mão em vez duma colher. E o pior foi que ela nem disfarçou ou parou, aquilo era algo normal para ela. Talvez tenha sido o caso aí com o saco de lixo.