Capítulo 176 - Ás no volante
Meus queridos e amados 2 leitores assíduos, vocês sabem que em outubro eu conquistei meu primeiro carro. Como eu não dirigia desde que terminei a auto-escola em 2005, nesses dois meses tenho vivido uma aventura sem precedentes em pegar a minha super máquina e dirigir por aí, fazendo todo o tipo de cagada no trânsito, levando buzinadas, xingadas e elevando a taxa de adrenalina dos caronas e dos motoristas num raio de 2 km em picos íngremes.
Quando eu tirei minha Permissão aos 18 anos, lembro-me de uma vez que meu pai me deixou dirigir a Zafira voltando do almoço de domingo lá em Macaé. Acho que o fato de eu ter dirigido sem abaixar o freio de mão por 3 km associado ao cheiro de embreagem queimada que preencheu o carro podem ter ajudado para esta ter sido a primeira e última vez que eu dirigi o carro do meu pai.
Depois deste episódio, a primeira coisa que surge na minha cabeça ao entrar no carro é "não esqueça de abaixar o freio de mão". Também institui um procedimento de perguntar internamente para mim mesma se: a) está chovendo? e b) está de noite?, para me lembrar de ligar o limpador de para-brisa e a lanterna do carro, respectivamente. E para instituir esse procedimento eu não tive que estragar a embreagem de ninguém. Eu só tive que dirigir quase 1 km com o farol desligado de noite no centro de Americana. Também tive que me perguntar porque estava ficando tão difícil de enxergar através do vidro na chuva.
Depois de ter decorado esses dois procedimentos minha vida ficou muito mais fácil e mais segura. Só teve uma vez que eu liguei o carro, perguntei internamente se estava chovendo, se estava de noite, tirei o freio de mão e esqueci que tinha que engatar o carro pra sair da vaga. Acelerei com o carro no ponto morto, vi o ponteiro do combustível cair a olhos nus e ainda xinguei de forma extremamente injusta o ar condicionado por ter diminuído a potência do meu carro.
Hoje eu perguntei internamente se estava chovendo, se estava de noite, engatei o carro e tirei o freio de mão, mas o carro não se movia. Ainda bem que tinha uma descendente direta do sábio povo oriental do meu lado que prontamente identificou o problema e apontou a solução.
- Você esqueceu de ligar o carro.
Enfim, finitas as combinações do que eu poderia esquecer separadamente, agora começa a fase onde eu esqueço de uma ou mais coisas do procedimento numa mesma tacada. Até o dia que eu entrar no carro e esquecer pra onde eu estava indo. Aí vocês me internam, por favor.
Quando eu tirei minha Permissão aos 18 anos, lembro-me de uma vez que meu pai me deixou dirigir a Zafira voltando do almoço de domingo lá em Macaé. Acho que o fato de eu ter dirigido sem abaixar o freio de mão por 3 km associado ao cheiro de embreagem queimada que preencheu o carro podem ter ajudado para esta ter sido a primeira e última vez que eu dirigi o carro do meu pai.
Depois deste episódio, a primeira coisa que surge na minha cabeça ao entrar no carro é "não esqueça de abaixar o freio de mão". Também institui um procedimento de perguntar internamente para mim mesma se: a) está chovendo? e b) está de noite?, para me lembrar de ligar o limpador de para-brisa e a lanterna do carro, respectivamente. E para instituir esse procedimento eu não tive que estragar a embreagem de ninguém. Eu só tive que dirigir quase 1 km com o farol desligado de noite no centro de Americana. Também tive que me perguntar porque estava ficando tão difícil de enxergar através do vidro na chuva.
Depois de ter decorado esses dois procedimentos minha vida ficou muito mais fácil e mais segura. Só teve uma vez que eu liguei o carro, perguntei internamente se estava chovendo, se estava de noite, tirei o freio de mão e esqueci que tinha que engatar o carro pra sair da vaga. Acelerei com o carro no ponto morto, vi o ponteiro do combustível cair a olhos nus e ainda xinguei de forma extremamente injusta o ar condicionado por ter diminuído a potência do meu carro.
Hoje eu perguntei internamente se estava chovendo, se estava de noite, engatei o carro e tirei o freio de mão, mas o carro não se movia. Ainda bem que tinha uma descendente direta do sábio povo oriental do meu lado que prontamente identificou o problema e apontou a solução.
- Você esqueceu de ligar o carro.
Enfim, finitas as combinações do que eu poderia esquecer separadamente, agora começa a fase onde eu esqueço de uma ou mais coisas do procedimento numa mesma tacada. Até o dia que eu entrar no carro e esquecer pra onde eu estava indo. Aí vocês me internam, por favor.
Comentários
Kra eu assumi esse mesmo procedimento, esta escuro? Quando eu dirigia um Ford escape em Houston o carro tinha um painel tao iluminado e as ruas eram tao iluminadas que eu nem me lembrava de ligar os faróis. Até que depois de tanto americano gordo buzinando na minha traseira eu tive que me acostumar a ligar as luzes rs